Condutores embriagados, falta do uso de cinto de segurança, desrespeito ao limite de velocidade… psicóloga analisa!
O número de infrações de trânsito na região, mesmo com a redução no fluxo de veículos durante as festas de fim de ano, foi alarmante, segundo dados da polícia. A psicóloga Raquel Amkwish analisa esse comportamento.
Infrações Graves e Comportamentos de Risco
As infrações mais preocupantes são aquelas que acarretam maior risco de acidentes graves, com vítimas. O excesso de velocidade e a direção sob efeito de álcool são os principais fatores. De quase 900 veículos fiscalizados, 10% apresentavam motoristas alcoolizados, alguns se recusando a realizar o teste do bafômetro. Essa infração gravíssima, em caso de reincidência, resulta em multa de quase R$ 6.000 e suspensão imediata da carteira de habilitação.
A Sensação de Impunidade e a Necessidade de Conscientização
A psicóloga destaca a sensação de impunidade como um fator crucial. Muitos motoristas acreditam que acidentes não irão acontecer com eles, justificando infrações como avançar o sinal vermelho ou ultrapassar o limite de velocidade. Apesar do Código de Trânsito Brasileiro existir desde 1998, a conscientização sobre as consequências das infrações ainda é um desafio. A falta de fiscalização em todos os veículos contribui para essa percepção de impunidade. Apesar do alto número de infrações, o número de vítimas fatais foi baixo, com apenas uma vítima fatal registrada, quatro casos graves e nove leves.
Mudança de Comportamento e Campanhas de Conscientização
A conscientização sobre a segurança no trânsito é um processo contínuo e demorado, semelhante à educação infantil. Hábitos como o uso do cinto de segurança e capacete, embora obrigatórios, ainda não são plenamente internalizados pela população. A psicóloga ressalta a importância da automatização desses comportamentos, o que só se consegue por meio de campanhas massivas e constantes. A eficácia das campanhas é comprovada pela queda significativa de infrações após o lançamento da Lei Seca, mas a conscientização precisa ser mantida para evitar o retorno dos números alarmantes. A responsabilidade compartilhada, como a escolha de um motorista da rodada que não ingere álcool, também é um fator importante a ser considerado. A conscientização muitas vezes só acontece após acidentes envolvendo pessoas próximas, o que reforça a necessidade de campanhas contínuas e impactantes.
A combinação de punições mais rígidas e campanhas de conscientização eficazes é fundamental para reduzir o número de acidentes e garantir a segurança no trânsito. A mudança de comportamento requer tempo e esforço contínuo, mas a segurança de todos depende disso.



