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Por que o preço do aluguel subiu tanto nos últimos meses?

Reajuste é baseado pelo IGP-M e tem influência do petróleo e até da agropecuária; especialista Adnam Jebailey explica
preço do aluguel
Reajuste é baseado pelo IGP-M e tem influência do petróleo e até da agropecuária; especialista Adnam Jebailey explica

Reajuste é baseado pelo IGP-M e tem influência do petróleo e até da agropecuária; especialista Adnam Jebailey explica

A alta nos preços dos aluguéis tem gerado preocupação no Brasil. Para entender esse movimento, conversamos com o economista Adnan Gebayle.

IGPM: um índice defasado

Segundo Gebayle, a principal causa do aumento é a utilização do Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) para corrigir os valores dos contratos de aluguel. Ele explica que o IGPM é um índice antigo e defasado, cuja composição leva em consideração itens como agropecuária e petróleo, que pouco se relacionam com o mercado imobiliário. Essa composição, somada à alta do dólar, resulta em um índice de inflação distorcido e muito superior à realidade do setor.

Consequências para inquilinos e proprietários

Manter o IGPM como índice de reajuste prejudica tanto inquilinos quanto proprietários. Para os inquilinos, representa um aumento significativo e muitas vezes abusivo no custo da moradia, comprometendo o orçamento familiar. Para os proprietários, a utilização de um índice distorcido pode levar a dificuldades na locação de imóveis e até mesmo a disputas judiciais.

Cenário econômico e perspectivas futuras

O economista destaca o cenário econômico adverso, com alto desemprego e inflação próxima a 10%, impactando diretamente o orçamento das famílias brasileiras. A habitação, juntamente com alimentação e transporte, consome cerca de 70% da renda familiar. Com a inflação corroendo o poder aquisitivo, a situação se agrava, especialmente para aqueles que já enfrentavam dificuldades antes da alta dos aluguéis. Há ações protocoladas nos tribunais para que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) substitua o IGPM como índice oficial de reajuste, o que traria mais equilíbrio para o mercado.

A situação atual é preocupante e tende a piorar, principalmente enquanto o IGPM permanecer como base para os reajustes. A adoção do IPCA como referência é vista como uma medida necessária para amenizar os impactos negativos sobre a população e o mercado imobiliário.

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