Média dos valores praticados, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), é maior do que em Sertãozinho e Franca, por exemplo
O preço dos combustíveis em Ribeirão Preto tem sido alvo de reclamações por parte dos motoristas, que o comparam aos valores praticados em cidades vizinhas. Um levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo) em 1º de outubro, por exemplo, apontou médias de R$ 3,73 para o etanol, R$ 5,73 para a gasolina e R$ 6,11 para o diesel em Ribeirão Preto. Em Franca, na mesma data, os valores foram R$ 3,18, R$ 5,49 e R$ 5,98, respectivamente, mostrando uma diferença significativa.
Comparativo de Preços em Cidades da Região
A pesquisa da ANP também incluiu outras cidades da região. Em Sertãozinho, os preços médios em 1º de outubro foram: etanol (R$ 3,56), gasolina (R$ 5,70) e diesel (R$ 6,05). Já em Barretos, foram observados valores acima dos de Ribeirão Preto, com média de R$ 3,50 para o etanol, R$ 5,93 para a gasolina e R$ 6,49 para o diesel. A reportagem também ouviu relatos de motoristas que encontraram preços ainda mais baixos em cidades como Cristais Paulista.
Possíveis Explicações para a Diferença de Preços
Para entender as variações, a reportagem entrevistou representantes do setor. Valdemar de Bortoli, presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), atribuiu os preços mais altos em Ribeirão Preto à concorrência local, sugerindo que a pesquisa de preços é fundamental antes do abastecimento. Fernando Roca, presidente do Nucro Postos de Ribeirão Preto, apontou os custos operacionais mais elevados na cidade, como aluguéis de imóveis, como um fator que impacta a formação de preços. Ele destacou que a diferença de preços entre Ribeirão Preto e cidades vizinhas, segundo pesquisas do Nucro, é pequena, variando em torno de 2%.
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Considerações Finais
Apesar das justificativas apresentadas, a disparidade de preços entre Ribeirão Preto e outras cidades da região permanece um questionamento para os consumidores. A pesquisa de preços antes do abastecimento, o uso de aplicativos com descontos e a observação do desempenho do veículo após o abastecimento são algumas estratégias sugeridas para minimizar os impactos no orçamento. A busca por transparência e investigação de possíveis práticas de formação de preços também se faz necessária.



