José Ernesto, nutrólogo da USP, comenta sobre a recomendação da OMS, que definiu novas diretrizes para o uso do produto
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta recente: o uso de adoçantes artificiais não é recomendado para controle de peso. Em entrevista ao programa CBN Saúde, o cardiologista Dr. Fernando Nobre discutiu essa recomendação com o nutrólogo e professor sênior da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, Dr. José Ernesto dos Santos.
A OMS e os Adoçantes Artificiais
A OMS baseia sua recomendação na constatação de que o consumo de adoçantes como aspartame, sacarina, sucralose e estevia não apresenta benefícios comprovados para a perda de peso. Além disso, o consumo excessivo pode trazer riscos à saúde, ainda não totalmente esclarecidos. A diretriz orienta a população mundial a reduzir o uso desses produtos.
O Alto Consumo de Açúcar no Brasil
O Dr. Santos destaca o alto consumo de açúcar no Brasil, com a média de 80 gramas diárias por pessoa – 50% acima do recomendado. Considerando a ineficácia dos adoçantes para o controle de peso e o elevado consumo de açúcar, a solução apontada é a educação alimentar, focando na redução do consumo de produtos açucarados.
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Alternativas e Hábitos Saudáveis
A entrevista sugere que a população diminua o consumo de produtos doces e adoçados artificialmente, incentivando o paladar natural dos alimentos, como no caso do café sem açúcar. Aumentar a atividade física e controlar a ingestão calórica total (considerando gorduras e proteínas) também são medidas importantes para a saúde. O controle do consumo de adoçantes artificiais é crucial, pois não contribui para a perda de peso e pode apresentar riscos à saúde.
Em suma, a mensagem principal é a necessidade de uma mudança de hábitos alimentares, priorizando uma dieta equilibrada e a redução do consumo de açúcar e adoçantes artificiais, aliada à prática regular de exercícios físicos.