Fragilidade da lei? Falta de denúncia…? Quem analisa o tema é a advogada da comissão do direito da mulher, Luciana Grandini
Um novo caso de feminicídio em Ribeirão Preto, São Paulo, chocou o país e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher no Brasil. Na terça-feira, uma manicure foi morta a tiros pelo ex-companheiro, que posteriormente tentou o suicídio e feriu o filho do casal. A arma utilizada no crime havia sido roubada 15 dias antes.
Aumento da Violência e seus Fatores
De acordo com a advogada da Comissão de Direito da Mulher, Dra. Luciana Grandini, vários fatores contribuem para o crescimento da violência contra a mulher, culminando em feminicídios. Ela destaca a vulnerabilidade emocional pós-pandemia, o machismo enraizado na sociedade patriarcal e a maior independência financeira das mulheres, que, ao buscarem o mercado de trabalho, rompem com a dependência financeira e emocional, o que, em alguns casos, desencadeia reações violentas dos parceiros.
Indícios e Medidas Protetivas
A Dra. Grandini ressalta que muitas tragédias são anunciadas, com o agressor apresentando indícios de violência. A vítima, muitas vezes, não percebe ou minimiza esses sinais. Medidas protetivas, como a Lei Maria da Penha, existem, mas muitas vezes se mostram insuficientes para proteger fisicamente as mulheres de agressores determinados. A advogada enfatiza a dificuldade de se proteger de homens que não medem consequências e que são altamente perigosos.
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Prevenção e Conscientização
A conscientização sobre relacionamentos abusivos e a importância de identificar os sinais de alerta são cruciais na prevenção de feminicídios. A busca por ajuda profissional e o apoio de redes de proteção à mulher são fundamentais. Embora o aumento no registro de feminicídios possa indicar uma maior conscientização e denúncia, o problema persiste e requer ações contínuas de prevenção e combate à violência de gênero.



