Construção do viaduto da Mogiana, em Ribeirão, está parada há dois anos; ouça a coluna ‘De Olho na Política’ com Bruno Silva
Nesta sexta-feira, foram divulgadas as propostas das empresas que concorrem à finalização da obra do viaduto da Avenida Brasil, em Ribeirão Preto. Após a abertura dos envelopes, a previsão é de oito meses para a conclusão, a partir do início das obras. Ainda não há data definida para o início, pois há prazo para questionamentos de outras empresas e assinatura de contrato.
Obras Atrasadas e a Mobilidade Urbana
A demora na obra do viaduto reflete um problema maior: os atrasos frequentes em obras de infraestrutura em Ribeirão Preto. O cientista político Bruno Silva destaca que a complexidade da licitação e contratação de empresas, aliada à possibilidade de aditivos que encarecem o projeto, contribui para esses atrasos. Projetos ousados de mobilidade urbana, como corredores de ônibus e melhorias na acessibilidade, são propostos, mas a realidade demonstra ineficiência e atrasos, impactando diretamente a vida dos cidadãos.
Pressão ao Poder Público e a Necessidade de Fiscalização
A obra do viaduto, parada há cerca de dois anos, gera reclamações constantes devido aos buracos, mato alto e a falta de previsão de conclusão. A população demonstra descrença na finalização da obra. Bruno Silva enfatiza a importância da pressão ao poder público para garantir celeridade, agilidade e, principalmente, fiscalização. Sem fiscalização e pressão, as obras sofrem atrasos e a população perde a confiança na gestão pública.
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Desafios da Gestão Pública e a Greve dos Servidores
A situação do viaduto se soma aos desafios da gestão municipal. Bruno Silva comenta sobre a dificuldade de prefeitos em cumprir promessas de obras e melhorias na infraestrutura. Ele destaca a necessidade de planejamento eficiente e busca de parcerias para otimizar recursos e agilizar as obras. A falta de planejamento e a priorização de soluções pontuais, sem prevenção, resultam em custos mais elevados e obras de má qualidade. A situação é agravada pela greve dos servidores municipais, prevista para iniciar na segunda-feira, dia 10, afetando diversos setores da cidade. A prefeitura propôs um reajuste salarial de 6%, enquanto os servidores pedem 16%, gerando impasse e incertezas quanto à resolução do conflito.
A conclusão da obra do viaduto e a resolução da greve dos servidores são cruciais para a melhoria da qualidade de vida em Ribeirão Preto. A transparência, a eficiência na gestão pública e o diálogo entre o poder público e a população são fundamentais para garantir o desenvolvimento da cidade e a satisfação da comunidade.