Na contramão, Prefeitura enviou um projeto à Câmara para pagar R$ 70 milhões ao Consórcio Pró-Urbano
Após receberem R$ 17 milhões em 2022, as empresas de ônibus de Ribeirão Preto solicitam agora R$ 70 milhões da prefeitura. A verba, destinada ao consórcio responsável pelo transporte urbano, aguarda aprovação dos vereadores.
Cronograma de pagamento e insatisfação popular
Um projeto de lei prevê o pagamento em quatro parcelas, com início em novembro de 2023 e término em janeiro de 2024. A população, porém, demonstra indignação com o valor e reclama da qualidade do serviço, apontando ônibus quebrados e superlotados, com portas frequentemente defeituosas. Passageiros relatam situações de risco e falta de manutenção adequada nos veículos.
Prefeitura justifica repasse e OAB manifesta preocupação
A prefeitura justifica o repasse alegando que a tarifa de R$ 5,00 é insuficiente para cobrir os custos operacionais e que o valor se justifica pelo desequilíbrio financeiro de R$ 278 milhões. O projeto também menciona a inclusão das despesas no orçamento, com possibilidade de suplementação. A OAB, no entanto, destaca a falta de especificações em relação às melhorias propostas, como a renovação da frota prevista para 2023-2024, questionando a falta de clareza sobre itens como a suspensão pneumática nos veículos.
O projeto de lei será discutido na Câmara Municipal até 2 de dezembro. A prefeitura afirma que o repasse visa sanar o desequilíbrio financeiro das empresas e que a frota será totalmente renovada até 2024, com o consórcio abrindo mão de uma dívida a receber da prefeitura. A aprovação do projeto é crucial para o futuro do transporte público na cidade, mas a falta de transparência e a precariedade do serviço atual geram preocupações entre a população.



