Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Réger Sena
Reinaldo Luís Ferreira, mecânico industrial, viu sua vida mudar drasticamente há dois anos após um acidente de trabalho. A queda de uma escada de cinco metros resultou em uma fratura na perna e o afastamento de suas atividades. Inicialmente, ele passou a receber auxílio-doença, um suporte financeiro crucial durante sua recuperação.
A Mudança no Benefício
Reinaldo relata que, embora o valor do auxílio-doença fosse inferior ao seu salário anterior (com uma redução de cerca de mil reais), ele estava ciente dessa diminuição e conseguia se organizar financeiramente. No entanto, no mês passado, o valor do benefício pago pelo INSS sofreu um corte significativo, caindo de R$1.625 para R$920.
A Falta de Comunicação e a Reclamação
A principal queixa de Reinaldo é a falta de comunicação por parte do INSS. Ele afirma não ter sido notificado sobre a alteração no valor do benefício. “Eles não me avisaram, não me ligaram. Eu tenho residência, tenho o e-mail, telefone, celular, não entraram em contato comigo”, desabafa. Reinaldo expressa sua frustração, sentindo que o INSS está lidando de forma insensível com sua situação.
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Auxílio-Doença vs. Auxílio-Acidente: Entenda a Diferença
A mudança no benefício de Reinaldo se deve à transição do auxílio-doença para o auxílio-acidente. O advogado Leonardo Rodrigues, especialista em previdência, explica a distinção entre os dois. Segundo ele, durante o período de incapacidade total, quando Reinaldo não podia retornar ao trabalho, ele recebia o auxílio-doença acidentário. Nesse caso, o cálculo do benefício busca se aproximar do salário que ele recebia na empresa.
Quando há a possibilidade de retorno ao trabalho, mesmo que com uma incapacidade parcial, o trabalhador tem direito a receber o salário da empresa, além do auxílio-acidente. O especialista esclarece que o auxílio-acidente é uma indenização e, portanto, pode ser acumulado com outros benefícios do INSS.
A situação de Reinaldo ilustra a importância de compreender os diferentes tipos de benefícios previdenciários e buscar orientação especializada para garantir seus direitos.



