Presidente estadunidense assume o 2º mandato em 20 de janeiro; José Carlos de Lima Júnior comenta o cenário e traz expectativas
O início de 2025 já apresenta movimentações importantes no cenário econômico global, Posse de Donald Trump pode afetar, especialmente em função da posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. A expectativa é que o governo americano adote uma postura protecionista, com possível escalonamento de tarifas comerciais que podem impactar diretamente o Brasil.
Impactos das tarifas americanas
Trump indicou a intenção de aplicar tarifas de até 60% sobre produtos chineses, 25% sobre o Canadá e México, e cerca de 10% sobre outros parceiros comerciais, incluindo o Brasil. Atualmente, a média ponderada das tarifas entre Estados Unidos e China é de aproximadamente 8%, podendo triplicar para 32% caso as medidas sejam implementadas integralmente, o que afetaria cadeias globais de suprimentos.
Setores brasileiros mais vulneráveis: Em 2024, as exportações brasileiras para os Estados Unidos foram lideradas por café não torrado (mais de US$ 1,6 bilhão), celulose (mais de US$ 1,5 bilhão), sucos de frutas, carne bovina, açúcar, melaço e tabaco. Esses setores são os mais suscetíveis a sofrerem com possíveis sobretaxas americanas.
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Relações tecnológicas e comerciais: Os Estados Unidos são um dos maiores fornecedores globais de tecnologia, especialmente em inteligência artificial, o que torna o Brasil dependente em termos tecnológicos. A rivalidade com a China, que também controla exportações de materiais críticos, pode afetar o acesso a tecnologias essenciais para o agronegócio brasileiro. Além disso, o controle americano sobre redes sociais e canais de informação é outro ponto de atenção.
Valorização do dólar e custos logísticos: O dólar tem se valorizado significativamente, passando de R$ 4,89 em janeiro de 2024 para R$ 6,10 em janeiro de 2025. O custo do frete para importação de containers da China ao porto de Santos subiu de US$ 2.200 para US$ 5.000 no mesmo período, representando uma inflação de cerca de 100% em dólares e 150% em reais. Esse aumento ainda não foi totalmente repassado à economia brasileira, mas deve impactar os preços a partir de março.
Entenda melhor
O Brasil enfrenta desafios diante da política protecionista dos Estados Unidos, que podem afetar tanto o comércio agrícola quanto o acesso a tecnologias. A valorização do dólar e o aumento dos custos logísticos também pressionam a economia nacional, exigindo atenção às estratégias internas para minimizar impactos negativos.