Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
A construção de um presídio em Ituverava tem gerado forte oposição entre os moradores da cidade e de municípios vizinhos. A decisão do governo estadual de desapropriar uma área a 15 km do centro da cidade para a construção da unidade prisional desencadeou uma onda de protestos, com cartazes contrários à medida sendo exibidos em diversas casas e estabelecimentos comerciais.
Mobilização da Comunidade
A comerciante Andrea Guerra lidera um abaixo-assinado que já conta com a adesão de moradores de cidades como Aramina, Buritizal, Guará e Miguelópolis, que também se sentem impactadas pela possível instalação do presídio. A mobilização demonstra a preocupação regional com as possíveis consequências da medida.
Impactos na Segurança e Tranquilidade
O padre Valmir Volpato expressou preocupação com o aumento da criminalidade e o fluxo de pessoas ligadas ao crime para Ituverava, o que poderia perturbar a rotina da cidade. A aposentada Lindina Alvalima Pranchini ecoa esse sentimento, temendo que a instalação do presídio acabe com a tranquilidade e a segurança que os moradores valorizam.
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Falta de Consulta e Transparência
O professor Marcelo Curu critica a falta de diálogo do governo estadual com a população de Ituverava, que não foi consultada sobre a construção do presídio. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Ituverava também se manifestou contra a medida, enviando um documento ao governador solicitando a revogação do decreto.
A Secretaria de Administração Penitenciária optou por não se pronunciar sobre o caso. Enquanto isso, o prefeito de Ituverava, Walter Gama Jr., busca em São Paulo alternativas para impedir a construção da unidade prisional.



