Grupo saiu da E.E. Fernandes Palma, na Rua Casemiro de Abreu, e foi até a diretoria regional de ensino, na Avenida Nove de Julho
Professores, funcionários e alunos de diversas escolas em Ribeirão Preto realizaram um protesto contra o possível fechamento de unidades escolares. A manifestação, que interditou a Avenida Nove de Julho, busca alertar sobre os impactos da reestruturação proposta pelo estado.
Alunos e Pais Preocupados com a Reestruturação
Alunos da Escola Sebastião Fernandes Palma, localizada na Vila Seixas, Zona Sul de Ribeirão Preto, não compareceram às aulas em sinal de protesto. A escola, que atende também alunos com deficiência auditiva, está na lista de possíveis fechamentos. Cláudia do Nascimento Silva, mãe de dois alunos, expressou preocupação com a inviabilidade de manter os filhos em escolas diferentes devido às suas necessidades especiais.
Impacto na Estrutura e Materiais Escolares
O professor José Geraldo Canal destacou a falta de materiais e a precariedade da estrutura escolar, o que dificulta a absorção de novos alunos. A ausência de laboratórios, a falta de material didático e as carteiras em péssimo estado foram alguns dos problemas apontados. Segundo ele, muitas escolas sequer possuem salas de vida, essenciais para o desenvolvimento dos alunos.
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Posicionamento da Secretaria de Educação
A diretora de ensino, Simone Loca, afirmou que é precipitado se manifestar antes da conclusão do estudo de reestruturação, previsto para o dia 8. Ela ressaltou que a legislação estabelece limites para o número de alunos por sala e que a reorganização pode ser viável. No entanto, o possível fechamento de escolas e a transferência de alunos para o ensino municipal geram preocupação quanto à qualidade do ensino.
A comunidade escolar aguarda o posicionamento oficial da Secretaria de Educação, enquanto a Secretaria Municipal de Educação também está sendo cobrada sobre a possibilidade de absorver a demanda do ensino estadual.



