A possível formação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 está entre os principais fatores de atenção para o agronegócio nos próximos meses. O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial pode influenciar o regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do Brasil, com reflexos na produção agrícola, incluindo a região de Ribeirão Preto.
Segundo o engenheiro agrônomo e especialista em climatologia agrícola, Glauco Cortez, ainda não há confirmação sobre a intensidade do fenômeno. Ele alerta que previsões divulgadas atualmente vêm sendo interpretadas de forma equivocada e que os modelos apontam diferentes probabilidades para cenários que variam entre condições neutras e eventos de maior intensidade.
De acordo com relatório da consultoria Agro do Itaú BBA, a confirmação do El Niño pode aumentar as incertezas para o setor agropecuário, com possíveis impactos sobre a florada do café, redução da produção de trigo e efeitos sobre a safra de milho. As consequências também podem atingir cadeias produtivas dependentes desses grãos, como a suinocultura e a avicultura.
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