CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Postos de combustíveis na região tem sócios investigados em esquema de lavagem de dinheiro

Postos de combustíveis na região tem sócios investigados em esquema de lavagem de dinheiro
lavagem de dinheiro
Postos de combustíveis na região tem sócios investigados em esquema de lavagem de dinheiro

Postos de combustíveis na região tem sócios investigados em esquema de lavagem de dinheiro

Cinco postos de combustíveis localizados na região de Ribeirão Preto estão sob investigação do Gaeco, o grupo do Ministério Público especializado no combate ao crime organizado. A suspeita é de que esses estabelecimentos, ou empresas com nomes semelhantes, estejam envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro para a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Operação Carbono Oculto e os Postos Suspeitos

Os postos em questão foram identificados a partir de um levantamento realizado pelo G1 Ribeirão Preto, cruzando dados de empresas investigadas na Operação Carbono Oculto com a lista de postos de combustíveis ativos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Operação Carbono Oculto, deflagrada em atrássto, é considerada a maior já realizada contra o PCC.

O levantamento apontou a existência de sócios em comum entre as empresas investigadas e pelo menos 251 postos de combustíveis. Especificamente na região, três postos em Ribeirão Preto e dois em Franca estão sob suspeita. Em Ribeirão Preto, são eles: Posto Sol (Vibra), Alto Posto Marechal Costa e Silva (Rodóio) e Alto Posto Estrela de Madrid (Rodóio). Em Franca, os postos investigados são o Alto Posto Barão da Cidade (Rodóio) e o Posto Melvin Jones (bandeira branca).

As Investigações e as Defesas

Os proprietários dos postos são investigados pelo suposto uso dos estabelecimentos para lavar dinheiro proveniente de atividades criminosas. O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal não especificaram quais postos foram utilizados para essa finalidade.

A distribuidora Rodóio informou que já monitorava os postos credenciados desde março de 2025 e havia identificado inconsistências, iniciando o processo de distrato, inclusive judicialmente. A Vibra (Petrobras) afirmou que mantém rigorosos padrões de compliance e integridade, com auditorias contínuas, e que revendedores com irregularidades são removidos da rede. A empresa informou que desvinculou mais de 100 postos em São Paulo nos últimos dois anos por irregularidades.

Proprietários e Ligações Suspeitas

Os postos Maréchal Costa e Silva, Estrela de Madrid, Barão da Cidade e Melvin Jones pertencem a Pedro Furtado Goveia Neto, sócio da GGX Global, empresa apontada pela Justiça como ligada ao grupo de Mohamed Hussein Mouhar, principal suspeito de comandar a lavagem de dinheiro do PCC, atualmente foragido. A defesa de Neto não se manifestou.

O Posto Sol pertence a Valdemar de Bortoli Jr., descrito como proprietário de uma rede usada para blindar o grupo de Mohamed, com envolvimento em operações financeiras suspeitas. A defesa de Bortoli Jr. afirma que o posto segue as normas de compliance da Vibra e não possui envolvimento com irregularidades. Valdemar de Bortoli Jr. minimizou o fato de a rede Sol ter firmado contrato com distribuidoras de combustíveis controladas por Mohamed e alegou um equívoco do Ministério Público em relação a notas comerciais da empresa.

As investigações do Ministério Público prosseguem para desmembrar o esquema de postos de combustíveis e sua ligação com o crime organizado. A CBN Ribeirão continua acompanhando o caso e a situação dos postos na região.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.