Números foram divulgados pela Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias
O custo de pedágios nas rodovias brasileiras tem se tornado uma preocupação crescente para motoristas, impactando o orçamento de viagens pessoais e o custo de fretes para profissionais do transporte. Com preços variando significativamente de acordo com a rodovia e a distância percorrida, o impacto financeiro pode ser considerável, especialmente em viagens mais longas.
Impacto financeiro das viagens
Uma jornalista que viaja para o interior de São Paulo para passar o Natal com a família relata o gasto com pedágios: R$ 40,00 somente em pedágios de ida e volta, considerando dois carros. Esse valor demonstra como os pedágios podem representar uma parcela significativa do custo total da viagem, somando-se aos gastos com combustível.
Pedágios caros: um problema para motoristas e transportadores
As rodovias imigrantes e Anchieta, que levam ao litoral paulista, são apontadas como as mais caras do país, com pedágios de R$ 25,60 cada. Uma viagem de Ribeirão Preto à Praia Grande, por exemplo, pode custar R$ 157,00 em pedágios somente. Esse alto custo impacta diretamente os motoristas de aplicativos e profissionais de frete, que muitas vezes precisam repassar esse valor aos clientes, tornando os serviços mais caros e menos competitivos. Motoristas relatam a dificuldade de arcar com esses custos, principalmente em viagens curtas para cidades vizinhas, onde o valor do pedágio pode representar uma alta porcentagem da renda.
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Preços elevados em diversas regiões
A alta nos valores dos pedágios não se limita ao litoral. Diversas rodovias em diferentes regiões do estado de São Paulo apresentam preços elevados, como a rodovia Washington Luís (R$ 15,70 em Araraquara), a rodovia dos Bandeirantes (R$ 14,00 em Ribeirão Preto), e outras. A situação demonstra a necessidade de uma avaliação mais ampla sobre a política de preços dos pedágios no país e seu impacto na população.
Em resumo, o alto custo dos pedágios nas rodovias brasileiras afeta diretamente o orçamento de motoristas e transportadores, impactando viagens pessoais e o custo de fretes. A disparidade de preços entre as rodovias e a alta carga financeira em viagens curtas exigem uma reflexão sobre a política de preços e seus impactos socioeconômicos.



