Guerra da Ucrânia e o lockdown na China têm causado o desabastecimento do estoque do Ministério da Saúde
A falta de medicamentos básicos em farmácias, hospitais e postos de saúde é uma realidade preocupante em diversas cidades brasileiras. Fatores internacionais, como a guerra na Ucrânia e os lockdowns na China, são apontados como os principais responsáveis por essa escassez.
Falta de Medicamentos: Uma Crise Nacional
Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que 80% das prefeituras brasileiras enfrentam dificuldades no abastecimento de remédios, afetando quase 2 mil cidades. Em Pradópolis, por exemplo, pelo menos 16 medicamentos estão em falta, incluindo analgésicos, antibióticos e antiparasitários. O prefeito Silvio Martins relata a preocupação com a situação e as medidas adotadas, como a orientação aos médicos para prescreverem alternativas e a cobrança aos fornecedores, que alegam falta de insumos.
Impacto em Municípios e Estratégias de Enfrentamento
A falta de medicamentos impacta diretamente na saúde pública e nas finanças municipais. Em Franca, apesar de ainda não haver desabastecimento, a Secretaria Municipal de Saúde monitora a situação de perto e mantém contato com fornecedores. A secretária Valéria Mascarenhas explica o processo de planejamento, aquisição e logística de medicamentos, incluindo a compra por média e a previsão de aumento de custos devido ao reajuste de preços das matérias-primas. A prefeitura também está preparada para revisar os protocolos médicos e prescrever alternativas caso haja falta de algum medicamento específico. A secretária destaca a importância do acompanhamento constante do mercado e a busca por soluções para garantir o abastecimento da população.
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Perspectivas e Soluções
A normalização do abastecimento de medicamentos ainda deve levar tempo, devido às dificuldades na logística internacional de distribuição de insumos. A situação exige atenção e planejamento por parte das prefeituras, com monitoramento constante, busca por alternativas e adaptação dos protocolos médicos para garantir o acesso da população aos tratamentos necessários. A colaboração entre municípios e a busca por soluções em nível nacional são fundamentais para enfrentar essa crise.



