Pesquisa mostra que de janeiro a junho quase 5 milhões de itens foram deixados; em Ribeirão as proteínas são as que mais ficam
Com a economia instável e a redução do poder de compra, muitos consumidores têm deixado produtos no supermercado. Uma pesquisa recente mostra que essa prática aumentou significativamente.
Deixando produtos no caixa: uma realidade crescente
A pesquisa aponta um crescimento de quase 16,5% no número de itens deixados nos caixas de supermercados entre janeiro e junho, comparado ao mesmo período do ano anterior. Isso representa quase 5 milhões de produtos deixados para trás em todo o país. A alta nos preços, mesmo com a pequena queda recente do IPCA, impacta diretamente o orçamento familiar, forçando escolhas difíceis.
Impacto da inflação nos alimentos
O aumento de preços dos alimentos, superior à inflação geral (IPCA), afeta principalmente a população de baixa renda. Em 12 meses, alguns produtos registraram alta de 14,72%, impactando diretamente o poder de compra. Bebidas, leite, óleo de soja, açúcar, molhos, biscoitos, bolachas recheadas e farinha de trigo são alguns dos itens mais frequentemente deixados nos caixas. Até mesmo proteínas, como a carne bovina, estão sendo descartadas devido ao alto custo.
A difícil equação entre necessidade e economia
Consumidores relatam a dificuldade em conciliar a necessidade de comprar alimentos com a realidade de preços elevados. A estratégia de muitos é optar por produtos mais baratos, reduzindo a quantidade ou desistindo de itens considerados supérfluos. A situação exige planejamento rigoroso e um controle detalhado dos gastos, transformando a ida ao supermercado em um desafio econômico.



