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Prazo do Imposto de Renda 2026 começa em 16 de março e especialistas orientam planejamento

Receita Federal recebe declarações até 29 de maio; decisão entre enviar no início ou no fim do prazo depende da situação financeira do contribuinte.
imposto de renda
Reprodução/Agência Brasil

A temporada de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 começa no dia 16 de março e segue até 29 de maio, segundo a Receita Federal. As regras oficiais serão apresentadas no próprio dia 16, às 10h, durante coletiva no Ministério da Fazenda, em Brasília.

Com a proximidade do prazo, contribuintes começam a reunir documentos e a avaliar qual estratégia adotar: enviar a declaração logo no início ou aguardar o final do período.

Em entrevista ao Manhã CBN desta segunda-feira (9), o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos, explicou que a principal tarefa neste momento é organizar toda a documentação. “O grande trabalho de uma pessoa física não é montar a declaração de imposto de renda, é juntar os documentos necessários para fazer a declaração.”

Melhor momento

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Segundo o especialista, a decisão sobre quando enviar a declaração depende da situação financeira de cada contribuinte. Quem precisa receber a restituição mais rapidamente pode se beneficiar ao entregar o documento nos primeiros dias do prazo.

Já quem não tem urgência pode optar por enviar a declaração mais perto do fim do prazo, já que os valores de restituição são corrigidos pela taxa Selic. “Aquele contribuinte que está endividado e precisa desse dinheiro extra deve entregar nos primeiros dias. Quem puder esperar terá a restituição corrigida pelos juros.”

Independentemente do momento escolhido, o especialista alerta que a declaração precisa ser enviada corretamente para evitar problemas com a Receita Federal.

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Malha fina

Um dos principais cuidados é evitar inconsistências que possam levar a declaração para a malha fina, situação em que a Receita identifica divergências nas informações prestadas.

Caso isso ocorra, o próprio contribuinte pode corrigir os dados por meio de uma declaração retificadora, após identificar o problema apontado no sistema da Receita Federal. “Não basta entregar a declaração, tem que entregar certo. E acompanhar o processamento para verificar se não houve retenção em malha.”

A orientação é reunir antecipadamente informes de rendimento, comprovantes de despesas médicas, gastos com educação, documentos de compra e venda de bens e outros registros financeiros que serão utilizados no preenchimento da declaração.

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