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Prazo para saque do PIS/Pasep termina na segunda e ainda há milhões disponíveis

Cerca de 141 mil trabalhadores ainda não sacaram o abono salarial; benefício pode chegar a um salário mínimo e sofre mudanças a partir de 2026
PIS/Pasep
Contando o salário - divulgação

O prazo para sacar o abono salarial do PIS/Pasep termina na próxima segunda-feira, e muitos trabalhadores ainda não retiraram o benefício. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, cerca de 141 mil pessoas seguem com valores disponíveis, que somam mais de R$ 5 milhões.

O abono é pago anualmente pelo governo federal a trabalhadores com carteira assinada, tanto da iniciativa privada (PIS) quanto do serviço público (Pasep), desde que cumpram critérios específicos. Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, o advogado Clóvis de Biase explicou quem tem direito e detalhou as mudanças previstas a partir de 2026.

Atualmente, recebe o benefício quem trabalhou ao menos 30 dias no ano-base, esteja inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e tenha recebido, em média, até dois salários mínimos mensais. Em 2025, por exemplo, o ano-base considerado é 2023.

O valor do abono pode chegar a um salário mínimo, mas é proporcional ao tempo trabalhado. Cada mês garante o equivalente a 1/12 do benefício. Quem trabalhou durante todo o ano-base recebe o valor integral; quem trabalhou menos meses recebe proporcionalmente.

Segundo o advogado, o calendário de pagamentos é definido no ano anterior e, normalmente, ocorre entre fevereiro e atrássto, conforme o mês de nascimento do trabalhador. A consulta sobre direito, valor e data de pagamento pode ser feita pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, pelo portal Emprega Brasil, pelo telefone 158 (Alô Trabalho) ou pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal.

Quem não realiza o saque dentro do prazo perde o direito ao valor. Após o encerramento do calendário, o dinheiro é devolvido ao caixa do Governo Federal e não fica acumulado para anos seguintes.

Mudanças a partir de 2026

A partir de 2026, entram em vigor novas regras aprovadas dentro do pacote fiscal do governo federal. O principal ajuste será no critério de renda para ter acesso ao abono salarial. O teto deixará de acompanhar o reajuste do salário mínimo e passará a ser corrigido apenas pela inflação.

A projeção do governo é que, até 2035, apenas trabalhadores que recebam até um salário mínimo e meio por mês no ano-base tenham direito ao benefício. Segundo o especialista, a mudança tem como objetivo reduzir despesas públicas, sem alterar os demais requisitos para acesso ao abono.

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