Redes sociais mais ativas, aparições em veículos de comunicação, jornalzinho… ouça o ‘De Olho na Política’ com Bruno Silva
Com o calendário eleitoral avançando, comentaristas do estúdio da CBN alertaram, nesta segunda-feira, para os limites e riscos da pré-campanha. A discussão foi provocada pelo aparecimento de um informativo entregue em bairros, cuja circulação despertou dúvidas sobre o que é permitido antes do período oficial de campanha.
O que a pré-campanha permite
Segundo os debatedores, a legislação autoriza a apresentação do nome do pré-candidato, o relato de sua trajetória e a divulgação de ideias e propostas — desde que não haja pedido explícito de voto. É comum, explicaram, que políticos aproveitem esse intervalo para se posicionar em debates públicos, participar de entrevistas e aparecer ao lado de apoiadores que podem vir a integrar palanques.
O encurtamento histórico do tempo de campanha — que já chegou a durar três meses e hoje tem cerca de 45 dias — favoreceu a prática da pré-campanha como estratégia para construir alianças e visibilidade antes do início oficial das atividades eleitorais.
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Limites práticos e infrações
Apesar de permitida em vários aspectos, a pré-campanha tem fronteiras claras. Especialistas lembraram que é vedado pedir voto de forma explícita e que práticas como distribuição desordenada de material gráfico que provoque sujeira nas ruas podem ensejar sanções. Caso o informativo contenha pedido direto de apoio ou seja utilizado como propaganda eleitoral antecipada, o responsável pode ser enquadrado pela Justiça Eleitoral e multado.
Também foi ressaltado o cuidado com a forma de distribuição: entregar panfletos em mão ou nas caixas de correspondência costuma ser aceitável, mas atirar materiais nas vias públicas, como se via em campanhas antigas, é irregular e gera reclamações da população.
O papel do eleitor e alternativas à panfletagem
Os comentaristas defenderam que o eleitor precisa ser criterioso: avaliar se o material traz conteúdo e propostas ou se se limita a imagens e aparições do pré-candidato. A presença em jornalzinho, por si só, não substitui a análise sobre ideias, planos para saúde, educação, saneamento e cultura.
Além disso, destacaram que há alternativas menos danosas e mais eficazes para atingir eleitores, como redes sociais, atendimento porta a porta organizado e a divulgação de propostas em formatos digitais. Investir em conteúdo articulado e sustentável, argumentaram, é preferível ao uso massivo de papel.
Ao acompanhar a pré-campanha, recomendam atenção às práticas adotadas pelos futuros candidatos e ao cumprimento das normas eleitorais; é dessa observação que saem pistas sobre que tipo de representação cada um pretende oferecer ao município.