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Pré-candidaturas: muitos nomes colocados na mesa, mas poucas definições

Bruno Silva analisa o período de 'especulação' dos partidos antes de definir seus candidatos na coluna 'De Olho na Política'
Pré-candidaturas: muitos nomes colocados na mesa, mas poucas definições
Bruno Silva analisa o período de 'especulação' dos partidos antes de definir seus candidatos na coluna 'De Olho na Política'

Bruno Silva analisa o período de ‘especulação’ dos partidos antes de definir seus candidatos na coluna ‘De Olho na Política’

As movimentações em torno das pré-candidaturas às eleições municipais voltaram a ganhar destaque nas mesas de debate jornalístico. Em participação na coluna “De olho na política”, o analista Bruno Silva explicou por que vários nomes já circulam publicamente, apesar de nunca terem sido oficializados como candidatos — algo que só ocorrerá nas convenções partidárias previstas para o meio do ano.

Por que surgiram as pré-candidaturas

Segundo Bruno Silva, a figura da pré-candidatura é um dispositivo criado pela legislação eleitoral após a redução do período de campanha. Com a reforma de 2015, as campanhas passaram a ter duração bem menor — na prática, cerca de 45 dias entre convenções e eleição — o que restringiu o tempo de visibilidade dos postulantes. As pré-candidaturas permitem, então, que nomes surgam publicamente e dialoguem com eleitores antes do início formal da campanha.

O especialista lembra que a pré-candidatura autoriza aparições em meios de comunicação, entrevistas e atos públicos para expor ideias e intenções, mas impõe limites: não é permitido pedir votos explicitamente nem agir em práticas ilegais, como compra de votos ou promessas indevidas.

Função tática para partidos e candidatos

Para os partidos, as pré-candidaturas funcionam como um termômetro. A exposição pública permite medir aceitação, provocar cobertura da imprensa e gerar reação nas redes sociais — elementos que orientam pesquisas internas e decisões sobre quem será efetivamente lançado nas convenções. Em alguns casos, as disputas internas entre pré-candidatos são estimuladas como forma de seleção; em outros, a dinâmica reflete a qualidade da democracia interna de cada legenda.

Bruno Silva também alertou para o risco de desigualdade: a ampla cobertura de determinado pré-candidato por meios de comunicação pode privilegiá-lo em relação a outros nomes, o que exige atenção dos partidos e dos veículos para garantir isonomia no processo.

O eleitor e o calendário eleitoral

Para o eleitor, a recomendação é observar sem precipitação. Muitos nomes ainda surgirão até o calendário formal de convenções, quando os partidos definirão suas candidaturas para prefeitos e vereadores. As movimentações de atrásra servem mais para apresentar propostas iniciais e testar receptividade do que para selar decisões definitivas.

Em suma, as pré-candidaturas são um instrumento de visibilidade e experimentação política que antecede o registro formal dos candidatos; cabe ao eleitor acompanhar as etapas seguintes antes de formar juízo definitivo sobre os nomes em disputa.

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