Produtores brasileiros aumentaram a exportação da proteína resultando na elevação do quilo no mercado interno
Em meio a um cenário de alta demanda global, o preço da carne suína no Brasil sofreu um aumento significativo de 40%, impactando diretamente o consumidor brasileiro.
Expansão das Exportações e Escassez Interna
O aumento no consumo mundial de carne suína, aliado ao crescimento das exportações brasileiras (com incremento de mais de 50% em junho), resultou em escassez de produtos no mercado interno. Grandes frigoríficos direcionam sua produção para o exterior, deixando os menores frigoríficos com dificuldades para abastecer o mercado nacional, pressionando os preços para cima.
Impacto nos Supermercados e no Consumidor
O repasse desse aumento para o consumidor é imediato. Em apenas 30 dias, o preço da carne suína apresentou variações significativas, com aumentos de 10% a 12% em apenas uma semana, segundo Antônio, gerente de supermercado. Cortes como costelinha, bisteca, pernil e lombo foram os mais afetados. Como alternativa, o gerente sugere optar pelas carnes frescas e cortes do dia, geralmente mais acessíveis que os congelados.
Apesar do consumo de carne no Brasil ser elevado (média de 15 kg per capita), com crescimento de 30% nos últimos quatro anos, a perspectiva é de novos aumentos de preços. A forte demanda externa deve se manter no segundo semestre, agravando a escassez e elevando ainda mais os custos para o consumidor. A recomendação é pesquisar preços para equilibrar o orçamento doméstico.



