Preço da carne deve subir em 2026 após alta no abate de fêmeas, aponta balanço da CNA
As perspectivas para o agronegócio, especialmente no setor da carne bovina, geram preocupação. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou projeções que indicam um possível aumento nos preços da carne bovina no próximo ano, impactado pelo abate de fêmeas.
Impacto do Abate de Fêmeas na Produção
O aumento na produção de carne bovina em 2025, com quase 2 milhões de toneladas a mais que no ano anterior, foi impulsionado pelo elevado número de abate de fêmeas. Esse cenário, segundo a CNA, pode levar a uma menor oferta de bezerros e, consequentemente, a um ajuste nos preços da carne. No entanto, o período de descarte já foi finalizado, e o Brasil apresenta um dos maiores índices de retenção de fêmeas, o que pode amenizar o impacto no aumento dos preços em 2026.
A Dinâmica da Idade Reprodutiva Bovina
O abate de fêmeas não significa necessariamente a eliminação de matrizes reprodutivas. A idade reprodutiva das fêmeas é um fator determinante para os pecuaristas, que ajustam seus plantéis descartando animais com menor produtividade. Esse processo é natural e essencial para a manutenção da eficiência na pecuária, especialmente após anos de dificuldades no setor, como os enfrentados até 2023.
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Riscos da Falsificação de Agrotóxicos
Uma operação conjunta das polícias Militar de São Paulo, Ambiental e de Minas Gerais investiga uma quadrilha especializada na falsificação e venda ilegal de agrotóxicos. Essa prática causa prejuízos significativos ao agronegócio, à saúde pública e ao meio ambiente. O uso de produtos falsificados ou não regulamentados pode comprometer a eficácia das lavouras, contaminar o meio ambiente e até mesmo fechar mercados internacionais para os produtos brasileiros.
Diante desse cenário, é crucial monitorar as dinâmicas do mercado de carne bovina e combater a falsificação de agrotóxicos para garantir a sustentabilidade e a segurança do agronegócio brasileiro.