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Preço da cesta básica fica 8% mais cara no mês de setembro em Ribeirão

Especialistas acreditam que as queimadas na região impactaram o setor produtivo e alavancaram os valores
Preço da cesta básica fica 8%
Especialistas acreditam que as queimadas na região impactaram o setor produtivo e alavancaram os valores

Especialistas acreditam que as queimadas na região impactaram o setor produtivo e alavancaram os valores

Os preços dos alimentos registraram alta de 8, Preço da cesta básica fica 8% mais cara no mês de setembro em Ribeirão,06% em setembro, influenciados principalmente pelas queimadas, estiagens e ondas de calor que afetam a produção agrícola e pecuária. A informação foi divulgada pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi da ACIP.

Em entrevista, a pesquisadora Lívia Piola explicou que o aumento mais expressivo foi no preço do café em pó, que subiu 20% no mês, seguido pela alcatra, que teve alta de 12%. Esses produtos são os que mais preocupam para os próximos meses devido às condições climáticas adversas que impactam diretamente a cadeia produtiva.

Impactos da seca e queimadas na produção de carne

Segundo Lívia, a produção de carne bovina enfrenta dificuldades devido à baixa disponibilidade de pastagens, o que obriga os produtores a alimentarem o gado com ração. O custo dessa ração tende a aumentar, pois as queimadas prejudicaram a produção de cana-de-açúcar e soja, principais insumos para a fabricação do alimento animal. Com o aumento dos custos de produção, os produtores repassam os valores mais altos ao consumidor final, elevando o preço da carne.

A pesquisadora alertou que, caso as chuvas não ocorram nos próximos meses e a estiagem se prolongue, a situação pode se agravar. A falta de pasto suficiente obrigará os produtores a aumentarem ainda mais o uso de ração, elevando os custos e, consequentemente, os preços da carne.

Antecipação dos preços pelo mercado: Um ponto destacado por Lívia Piola é que o aumento dos preços ocorre de forma quase imediata, mesmo considerando o tempo necessário para que o gado seja abatido e a carne chegue ao consumidor. Isso acontece porque os produtores antecipam os custos futuros decorrentes da seca e ajustam os preços atuais para compensar possíveis prejuízos.

“Apesar de ser esse espaço, a seca acontecer hoje nesse período e aí você prejudicar a produção no futuro, a carne que vai chegar nos supermercados nos próximos meses, o produtor já antecipa esses custos que ele vai ter no futuro para o preço de hoje. Então ele aumenta o preço de venda hoje para conseguir suprir esse custo que ele vai ter no futuro.”

Essa prática, embora compreensível do ponto de vista dos produtores, gera impacto imediato no bolso dos consumidores.

Outros fatores que influenciam o aumento dos preços

Além da carne e do café, a seca também elevou o preço da cesta básica em 8% no mês. A estiagem e as queimadas afetam a qualidade do solo, exigindo maior uso de insumos e fertilizantes para manter a produção agrícola, o que aumenta os custos para os produtores.

Lívia Piola ressaltou que o cenário climático para os próximos meses não é favorável. Enquanto no início do ano o fenômeno climático El Niño provocou excesso de chuvas, atrásra a região do Centro-Sul do Brasil enfrenta o fenômeno La Niña, que tende a provocar mais secas e estiagens.

Informações adicionais

O Instituto de Economia Maurílio Biagi da ACIP monitora mensalmente os impactos climáticos na economia regional, destacando a importância de políticas públicas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas na produção agrícola e pecuária.

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