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Preço da cesta básica sofre reajuste de 26% em São Paulo

Produtos como o tomate, carne vermelha e o arroz foram alguns dos vilões
Preço da cesta básica
Produtos como o tomate, carne vermelha e o arroz foram alguns dos vilões

Produtos como o tomate, carne vermelha e o arroz foram alguns dos vilões

Aumento de preços impacta o orçamento de famílias brasileiras

O peso da inflação no dia a dia

Rosimara da Silva, diarista, sente na pele o impacto da alta dos preços dos alimentos. A carne bovina, antes presente em seu cardápio, tornou-se um luxo inacessível. O arroz, item básico, tem sido substituído por macarrão e outros alimentos mais baratos. O óleo de cozinha também sofreu um aumento significativo, impactando diretamente seu orçamento doméstico. A ajuda com cestas básicas, antes comum, tornou-se escassa, forçando a família a economizar cada vez mais.

Impacto em famílias com crianças

A situação fica ainda mais crítica para famílias com crianças, como a de Rosimara. Produtos como bolachas, leite e sucos, essenciais para a alimentação infantil, pressionam ainda mais o orçamento familiar. A diarista relata que antes conseguia comprar mantimentos suficientes para o mês inteiro, mas atrásra precisa fazer escolhas mais criteriosas, optando por produtos mais baratos, mesmo que em menor quantidade. A cesta básica, em tese um auxílio, apresenta preços exorbitantes, se assemelhando a itens de luxo.

Perspectivas econômicas e o futuro dos preços

Em São Paulo, a cesta básica custa R$ 654, representando um aumento de mais de 26% em um ano. A economista Marie-Angélica Loqueze explica que a alta dos preços impacta não apenas o orçamento das famílias, que precisam cortar gastos com vestuário, lazer e outros itens, mas também as empresas, que enfrentam o aumento dos custos dos insumos. O Departamento Intercindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calculou que, para uma família com dois adultos e duas crianças, o salário mínimo ideal seria de R$ 5.495, cinco vezes maior que o valor atual. A tendência futura dos preços dos alimentos dependerá de fatores como a retomada econômica, o controle da inflação e os gastos governamentais. Por enquanto, a recomendação é economizar ao máximo para evitar sustos na hora das compras.

A realidade de Rosimara e outras famílias brasileiras demonstra a urgência de políticas públicas que garantam o acesso a alimentos básicos e um orçamento familiar sustentável. A alta dos preços continua a ser um desafio significativo para a população, exigindo planejamento e adaptação para enfrentar as dificuldades do dia a dia.

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