Reajuste proposto pela CPFL e aprovada pela Aneel é de 20,17% para residências e comércios e de 11% para as indústrias
A conta de luz vai pesar mais no bolso dos brasileiros a partir do dia 8 de abril. Um reajuste de 20,17% para residências e comércios, e de 11% para indústrias, representa o maior aumento dos últimos nove anos, superando a inflação medida pelo IPCA (2,84% nos últimos 12 meses).
Impacto em diferentes realidades
O impacto do aumento será sentido de diferentes maneiras. Para Patricia Landman, dentista que gasta cerca de R$ 400 mensais com energia, será preciso repensar o consumo de eletrodomésticos. A economista Paula Velho destaca que famílias de baixa renda, com consumo já otimizado, terão dificuldades para se adaptar ao novo cenário, precisando ajustar suas finanças à nova realidade. O aposentado Alegario Hamilton, que mora com três adultos e viu sua conta de luz saltar de R$ 146 para mais de R$ 150, já calcula um gasto extra de cerca de R$ 360 ao ano.
Justificativa da CPFL Paulista
A CPFL Paulista, que atende 234 cidades do interior de São Paulo e cerca de 4,2 milhões de clientes, justifica o reajuste com base em fatores como gastos com compra de energia, encargos e sistema de transmissão. A empresa argumenta que a baixa nos reservatórios das hidrelétricas no ano passado obrigou a compra de energia mais cara de termoelétricas, impactando os custos.
Adaptação e futuro
O aumento significativo na tarifa de energia elétrica exige adaptações por parte da população. Desde a redução do consumo de eletrodomésticos até a busca por alternativas mais econômicas, a população terá que encontrar maneiras de lidar com esse aumento de custos, que compromete o orçamento doméstico e impacta diretamente a vida de milhões de brasileiros.



