O que fazer para ter uma alimentação mais saudável e barata? Ouça as dicas da nutricionista Ana Paula Tonissi
A inflação tem impactado diretamente a saúde financeira e alimentar dos brasileiros. Uma pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador revelou que, entre fevereiro e abril deste ano, o almoço fora de casa ficou 17,1% mais caro em comparação ao período pré-pandemia. O custo médio de uma refeição completa (comida, bebida, sobremesa e café) saltou de R$ 34,62 para R$ 40,64.
O impacto na alimentação
Com o aumento dos preços, muitas pessoas são obrigadas a optar por refeições menos nutritivas e mais baratas, comprometendo a saúde a longo prazo. A falta de nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e proteínas de boa qualidade, associada ao excesso de gorduras e açúcares presentes em alimentos processados, contribui para o aumento de peso e o desenvolvimento de doenças como obesidade e diabetes.
Dicas para uma alimentação mais barata e nutritiva
Para driblar a alta dos preços e manter uma alimentação saudável, a nutricionista Ana Paula Tonise sugere algumas estratégias: preparar marmitas em casa (aproveitando o final de semana para isso), optar por alimentos da estação (mais baratos e acessíveis), evitar excessos (como sobremesas e café), procurar por promoções e levar lanches de casa (como um chocolate ou fruta para a sobremesa).
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Considerações finais
Controlar as calorias ingeridas também é fundamental. Ana Paula recomenda um consumo diário de cerca de 2000 calorias para homens e 1500-1800 para mulheres, podendo haver variações de acordo com a atividade física. É importante estar atento à densidade calórica dos alimentos, pois alguns itens aparentemente pequenos, como refrigerantes e salgadinhos, podem conter muitas calorias.



