Apesar da queda, reajuste não chega aos consumidores
Nos últimos 11 meses, o preço do açúcar caiu pela metade, passando de R$ 100 para R$ 50 a saca nas usinas. A queda na demanda externa é a principal responsável por essa redução. No entanto, essa baixa não se reflete integralmente no preço pago pelo consumidor final.
Preço nas prateleiras: uma queda tímida
Enquanto o preço do açúcar despenca no atacado, a redução nas prateleiras dos supermercados foi de apenas 5%. Consumidores relatam dificuldades em adquirir o produto, sendo obrigados a pesquisar preços e optar por marcas mais em conta para economizar.
A visão de especialistas
Para a economista Maria Sélia Lucchese, a demora na redução de preços para o consumidor se deve ao fato do açúcar ser um item essencial. A inflação brasileira, embora esteja cedendo, não garante uma queda imediata no preço do açúcar para o consumidor final. A economista explica que a redução dos preços internacionais não se traduz instantaneamente em preços menores para o consumidor.
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A realidade do consumidor
Dona de casa, Marlene Montesani, relata a dificuldade em encontrar o melhor preço, forçando-a a comparar preços em diferentes supermercados. A busca por ofertas em um produto acaba gerando perdas em outros itens da compra, criando um desafio para o consumidor que busca economizar. A situação é semelhante à observada com o etanol, outro derivado da cana-de-açúcar, onde a redução de preços nas distribuidoras não chega integralmente ao consumidor final.
Em resumo, a queda significativa no preço do açúcar no atacado ainda não chegou ao consumidor, gerando frustração e a necessidade de estratégias de compra mais elaboradas para economizar.



