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Preço do açúcar e desvalorização do real aumentam exportações na região

Venda de alimentos, bebidas e tabaco para o exterior superam máquinas e equipamentos pela primeira vez desde 2011
Preço do açúcar
Venda de alimentos, bebidas e tabaco para o exterior superam máquinas e equipamentos pela primeira vez desde 2011

Venda de alimentos, bebidas e tabaco para o exterior superam máquinas e equipamentos pela primeira vez desde 2011

A região de Ribeirão Preto, tradicionalmente forte no agronegócio, tem nos alimentos, bebidas e tabaco seus principais produtos de exportação. No acumulado do ano passado, esses segmentos somaram US$ 792 milhões em vendas para o exterior, um número considerável, embora ainda abaixo dos US$ 800 milhões registrados em 2011, conforme dados do boletim do Comércio Exterior da Fundace.

Desafios e Oportunidades no Cenário Cambial

A desvalorização do real frente ao dólar e o aumento no preço da gasolina são fatores que podem impulsionar o setor exportador da região, animando os empresários. No entanto, o professor de economia da USP, Alberto Borges Matias, ressalta que, apesar das boas expectativas, é necessário um trabalho intenso para aumentar o volume de produtos exportados.

O mercado financeiro não prevê grandes valorizações ou desvalorizações, apenas picos de curto prazo. Segundo especialistas, a simples desvalorização da moeda não garante um aumento imediato nas exportações. É preciso planejamento e estratégia para aproveitar as oportunidades.

Diversificação e Planejamento Estratégico

Em Ribeirão Preto, máquinas e equipamentos também figuram entre os produtos mais exportados nos últimos anos. Contudo, o volume total das exportações tem sofrido quedas desde 2007. As indústrias sucroalcooleiras apostam nas exportações de açúcar, impulsionadas pela alta nos preços da commodity e pela valorização do dólar. A desaceleração econômica em países como Venezuela e China, que adotou medidas para fortalecer o mercado interno, representam desafios adicionais.

De acordo com o professor Matias, a falta de planejamento é um dos principais obstáculos para alavancar as exportações brasileiras. A crise, segundo ele, é reflexo da falta de preparo das empresas para explorar mercados como o chinês.

Perspectivas e Retomada

O balanço da Fundace aponta que Sertãozinho exportou, no ano passado, mais de US$ 470 milhões em alimentos, bebidas e tabaco, competindo com máquinas e equipamentos. Em Franca, o setor calçadista aposta na valorização do dólar para impulsionar as exportações. Para Matias, a retomada nos negócios exteriores pode trazer um fôlego importante para o cenário atual.

Empresários competentes, com capacidade de planejamento e design, podem facilitar a retomada do processo de exportações. A pesquisa do Sin de Franca, sindicato do comércio calçadista da cidade, indica que a Couromoda foi positiva, com um aumento no número de importadores, o que pode resultar em um volume de negócios maior do que no ano anterior.

Olhando para o Futuro

Diante desse panorama, a região de Ribeirão Preto, e o Brasil como um todo, precisam investir em planejamento estratégico e diversificação de mercados para impulsionar suas exportações e garantir um crescimento sustentável.

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