Durante este período do ano os católicos trocam a carne vermelha pelo peixe; produto está 45% mais caro que no ano passado
O bacalhau, tradicional prato da Semana Santa, sofreu um aumento significativo de preço em 2024. Comparado a 2019, o aumento chega a 45%, impactando diretamente o orçamento dos consumidores.
Alta nos Preços: Um Impacto no Bolso
O aumento do preço do bacalhau afeta diretamente o consumidor. O tipo Zargo, preferido por muitos, está cerca de 10% mais caro, enquanto o Porto, considerado mais nobre, subiu 17%. O bacalhau desfiado, vendido em bandejas, apresenta o maior aumento, com 45% a mais em relação a 2019. Essa alta impacta a tradição da Semana Santa, levando muitos a repensarem seus hábitos de consumo.
Causas da Alta: Demanda e Dólar
A alta nos preços é resultado de diversos fatores. O aumento no consumo durante a Semana Santa, impulsionado pela tradição, segue a lei da oferta e da demanda. A venda de bacalhau pode chegar a sete vezes mais alta que em períodos normais. A instabilidade cambial, com a alta do dólar, também impacta os preços, já que o bacalhau é um produto importado. A sazonalidade da demanda, com um pico de vendas na Semana Santa, contribui para o aumento de preços.
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Alternativas ao Bacalhau: Opções Mais Econômicas
Com o aumento do preço do bacalhau, muitos consumidores buscam alternativas mais econômicas. O filé de merluza e o filé de merlusão, com preços em torno de R$ 25,00 o quilo, surgem como boas opções, permitindo a preparação de pratos similares ao bacalhau, porém com um custo menor. A adaptação das receitas e a escolha de quantidades menores também são estratégias para manter a tradição sem comprometer o orçamento.
Apesar do aumento de preço, a tradição do bacalhau na Semana Santa permanece forte. Consumidores se adaptam, buscando alternativas ou reduzindo a quantidade para não abrir mão do prato tradicional. A criatividade na cozinha e a busca por opções mais acessíveis demonstram a resiliência dos consumidores frente aos desafios econômicos.



