Estabilidade no valor do produto deve se manter para os próximos meses; para os consumidores média da dúzia de ovos custa R$ 10
Mesmo com o aumento do consumo durante a quaresma, o preço do ovo branco permanece estável e deve continuar assim por mais algum tempo, segundo produtores de Mombuca, município que concentra as maiores granjas da região.
Alta demanda e produção regional
O ovo é uma das proteínas mais consumidas no Brasil e, neste ano, as vendas registraram alta. Em Ribeirão Preto, o distribuidor Fagner Queiroz afirma que comercializou mais ovos do que no ano passado: “Vendi mais do que no ano passado”, diz ele, destacando a presença do produto no carrinho de compras dos consumidores.
Em Guatapará, uma cooperativa agrícola de ovos empacota mais de 430 mil unidades por dia, atendendo mercados em todo o estado de São Paulo. Segundo a cooperativa, a demanda elevada tornou o trabalho intenso nos primeiros três meses do ano.
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Preços estáveis apesar da alta nas vendas
Diferentemente de episódios anteriores, o aumento das vendas não pressionou o preço ao consumidor. Pesquisadores do Cepea indicam que, entre fevereiro e março, período de maior consumo, o preço médio da caixa no estado de São Paulo ficou em R$ 168,00, ante R$ 176,00 em abril do ano passado — sinal de que o produto está mais barato em comparação anual.
Clebson Signorelli, gerente da cooperativa de Guatapará, atribui a estabilidade a fatores sazonais e à redução de custos de produção: “Acredito que é o período do ano, de muda de aves e troca de plantel. A médio prazo tende a se manter, porque os custos de matéria-prima estão estáveis e o início de safra ajuda a segurar o preço”. No varejo, a dúzia de ovos tem sido comercializada, em média, por cerca de R$ 10,00.
Para consumidores que dependem do ovo como fonte acessível de proteína, o panorama atual representa uma alternativa estável e econômica para a alimentação diária.



