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Preço do etanol em Franca segue caro mesmo durante a safra

Litro do combustível está sendo vendido a R$ 2,70, preço é cerca de R$ 0,35 maior do que quando as usinas estavam paradas
Preço do etanol
Litro do combustível está sendo vendido a R$ 2,70, preço é cerca de R$ 0,35 maior do que quando as usinas estavam paradas

Litro do combustível está sendo vendido a R$ 2,70, preço é cerca de R$ 0,35 maior do que quando as usinas estavam paradas

Franca, cidade do interior paulista, tem chamado a atenção da Agência Nacional do Petróleo (ANP) devido ao aumento significativo no preço do etanol. A alta, que chega a R$ 2,70 o litro em alguns postos, tem gerado revolta entre os consumidores, principalmente porque ocorre no meio da safra, período de maior produção e, teoricamente, preços mais baixos.

Preços inexplicáveis

Nem especialistas em economia conseguem justificar o reajuste. Apesar da oferta aparentemente abundante de cana-de-açúcar, o preço do etanol em Franca está 30 a 40 centavos mais caro do que no ano passado, quando as usinas estavam paradas. O economista Elio Braga Filho destaca a necessidade de uma investigação mais aprofundada para entender os motivos por trás dessa disparidade. A ANP registrou uma média de R$ 2,70, enquanto em cidades vizinhas, como Ribeirão Preto, o preço varia entre R$ 2,39 e R$ 2,60.

Possíveis fatores e falta de explicações

Algumas hipóteses são levantadas, mas nenhuma explica completamente a situação. O preço pago pelas usinas à cana está similar ao de dezembro do ano passado, e a redução no preço do diesel deveria baratear o frete. Representantes dos postos de Franca não foram encontrados para comentar, alimentando suspeitas de cartel, prática considerada criminosa. Em Jardinópolis, a situação é ainda pior, com preços chegando a R$ 2,79. Em contraponto, nas rodovias que saem de Ribeirão Preto, o etanol pode ser encontrado por preços a partir de R$ 2,30.

Situação incoerente

A disparidade de preços entre Franca e cidades vizinhas, aliada à alta no meio da safra, configura um cenário incoerente e preocupante. A falta de explicações por parte dos postos e a ausência de justificativas econômicas robustas reforçam a necessidade de apuração para esclarecer a situação e garantir o direito do consumidor a preços justos. A investigação de possíveis práticas anticompetitivas se faz necessária para proteger os motoristas da região.

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