Em alguns locais, o botijão custa até 120 reais; alta é reflexo da nova política de preços adotada pela Petrobras
O preço do gás de cozinha tem impactado significativamente o orçamento de trabalhadores do setor de alimentação em Ribeirão Preto. Desde o início de 2025, Preço do gás de cozinha pesa, a Petrobras adotou uma nova política de preços que elevou o custo do botijão, que pode chegar a R$ 120 em alguns locais da cidade, sem previsão de redução.
Cristina Silva, proprietária de um restaurante, relata que o gasto mensal com gás, que antes era de cerca de R$ 700 a R$ 800, subiu para aproximadamente R$ 2.000. Ela destaca a necessidade de criatividade para economizar no uso do gás, mas afirma que os custos continuam imprevisíveis.
Alterações na política de preços: Segundo o distribuidor de gás Marcelo Sextário, a Petrobras não tem se manifestado sobre os aumentos recentes, dificultando o planejamento dos comerciantes e consumidores. O preço do botijão, que era em média R$ 110 a R$ 120, já chegou a R$ 150 em alguns pontos, incluindo taxas de entrega.
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Funcionamento do novo modelo de leilões
A política de preços do gás mudou no começo de 2025, com a Petrobras realizando leilões entre distribuidoras, onde o maior lance garante o volume ofertado. O objetivo era aumentar a competitividade e reduzir preços, mas na prática o economista Maurílio Benic afirma que isso tem pressionado os valores para cima, pois os compradores disputam os volumes, elevando os custos.
Impactos econômicos e perspectivas: De acordo com Benic, a demanda por gás é relativamente inflexível, o que permite que os aumentos sejam repassados diretamente ao consumidor. Ele destaca que o preço do botijão deve se manter alto ou até subir, influenciando a inflação. Além disso, o conflito entre Israel e Irã, que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, tem elevado os preços internacionais do petróleo, o que pode refletir em novos aumentos no Brasil.
Panorama
O aumento do gás de cozinha ocorre em um cenário de inflação elevada e juros altos, complicando ainda mais o orçamento das famílias e dos pequenos negócios. A falta de previsibilidade e a influência de fatores internacionais indicam que os preços devem continuar elevados no curto prazo.



