Nos últimos 12 meses o valor litro aumentou 27%; com a chegada da seca e do inverno o reajuste pode ser ainda maior
A estiagem que assola o Brasil impacta diretamente o bolso do consumidor. Com a falta de chuva, a produção de leite diminuiu significativamente em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, afetando o abastecimento nacional e elevando os preços dos derivados.
Aumento nos preços dos derivados do leite
O impacto da seca é visível nos preços de produtos como manteiga (aumento de quase 10% em relação a 2019), queijo mussarela (29%) e leite longa vida (27% em 12 meses em São Paulo). Outros itens, como requeijão (4%), creme de leite (3%) e sobremesas, também sofrem com a alta, impulsionada pelo aumento de 16% no preço do leite condensado.
Impacto da exportação e estoques
A exportação também contribui para a alta dos preços. O leite condensado, por exemplo, teve um aumento de mais de 30% nas exportações no ano passado, enquanto o creme de leite registrou alta superior a 20%. Essa demanda externa reduz os estoques internos e impulsiona os preços no mercado nacional. Apesar disso, muitos supermercados ainda não repassaram o aumento total ao consumidor devido aos estoques existentes.
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Previsões para o futuro
A situação deve se prolongar por pelo menos mais dois meses, especialmente no Sudeste, onde a seca é mais intensa nesta época do ano. A necessidade de complementar a alimentação do gado com ração, devido à falta de pasto, aumenta os custos de produção, mantendo a pressão sobre os preços dos derivados do leite. A tendência é que os preços permaneçam elevados enquanto persistir a estiagem.



