Baixo aproveitamento da safra deve forçar a importação do grão, aumentando o valor do produto; ouça o ‘Giro do Agro’
Preços do pão e da farinha podem subir em 2022
A semana começa com uma notícia preocupante para os consumidores brasileiros: o preço do pão e da farinha pode aumentar em 2022. A razão? A safra brasileira de trigo está terminando, e a produção não será suficiente para atender à demanda interna.
Importação de trigo e impacto nos preços
Para suprir a falta de trigo, o Brasil precisará importar cerca de 5 milhões de toneladas do cereal de países como Argentina, Canadá e Estados Unidos. Essa dependência da importação é o principal fator que pode elevar os preços. Um relatório da consultoria Radar Agro aponta que as cotações do trigo não estavam tão altas desde 2012. Com a projeção de quebra de safras, alta nos preços dos insumos e diminuição dos estoques, as cotações já sobem em torno de 36%.
Desafios para indústria e consumidor
Embora as indústrias afirmem que estão com as margens apertadas e não repassarão todo o aumento aos consumidores, um pequeno reajuste no preço da farinha é esperado. A situação de dependência do mercado externo só será revertida com a redução da vulnerabilidade do país à importação. O relatório da Radar Agro destaca ainda o desafio da indústria em repor seus estoques em um momento de alta nos preços da matéria-prima e de fragilidade do poder de compra do consumidor.
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O cenário é preocupante, exigindo uma análise cuidadosa da situação e busca por soluções para garantir o abastecimento e estabilidade de preços no mercado de trigo brasileiro. A dependência da importação e a fragilidade do poder de compra do consumidor são fatores que precisam ser considerados para a construção de políticas públicas que promovam a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do setor.