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Preço dos aluguéis sofre reajuste que passa de 30% e impacta o comércio de Ribeirão

Preço ficou 'congelado' durante a pandemia, mas o aumento, para muitos inquilinos, veio de uma vez
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Preço ficou 'congelado' durante a pandemia, mas o aumento, para muitos inquilinos, veio de uma vez

Preço ficou ‘congelado’ durante a pandemia, mas o aumento, para muitos inquilinos, veio de uma vez

A economia brasileira tem impactado diretamente o mercado de aluguéis em Ribeirão Preto. Com a retomada econômica após a pandemia, muitos contratos de aluguel, antes congelados, sofreram reajustes significativos, alguns ultrapassando 30%.

Reajustes e seus Impactos

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), utilizado em muitos contratos, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) têm registrado altas expressivas, impactando diretamente o valor dos aluguéis. Este aumento afeta não apenas moradores comuns, como demonstrado pelo relato de Marília, proprietária de uma marmitaria que teve um aumento de 31% no aluguel, mas também comerciantes e lojistas, que enfrentam dificuldades com a inflação e o aumento dos custos fixos.

A Negociação como Alternativa

Diante da situação, a negociação entre proprietários e inquilinos surge como alternativa para minimizar os impactos. Corretores de imóveis, como João Carlos Silva, da Remax, recomendam o diálogo como forma de evitar a perda de inquilinos e manter os contratos ativos. Em alguns casos, a negociação resultou na manutenção dos valores ou até mesmo em reduções, como relatado por estudantes universitários que conseguiram negociar seus contratos após o retorno às aulas presenciais.

Cenário Atual e Perspectivas

O cenário é complexo. O sindicato do comércio varejista de Ribeirão Preto confirma os impactos nos lojistas, com muitos buscando alternativas como a redução do espaço alugado. Paulo César Garcia Lopes, do Cincovárpio, reforça a importância da negociação entre lojistas e proprietários, considerando a dificuldade em encontrar inquilinos, mesmo com a redução dos valores. O IGPM, com alta histórica em junho, ultrapassando 35% em 12 meses, embora tenha desacelerado em julho e atrássto, ainda impacta significativamente os contratos de aluguel. A recomendação é pelo diálogo entre locatários e inquilinos para a manutenção dos contratos em um momento econômico desafiador.

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