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O preço dos combustíveis em Ribeirão Preto tem sido alvo de debates acalorados. Investigações sobre possível alinhamento de preços entre postos e reclamações de consumidores sobre sucessivas altas geram questionamentos.
Custo dos Combustíveis em Ribeirão Preto: Uma Análise
O consultor de agronegócio José Carlos de Lima Jr. destaca a complexidade da questão, explicando que o preço não é linear e varia entre cidades devido a fatores como número de postos por habitante e perfil de cada posto. Em Ribeirão Preto, a predominância de grandes marcas (81% do mercado nacional) influencia nos preços, que diferem significativamente de cidades como São Paulo. A estrutura de preços, envolvendo Petrobras, distribuidoras e postos, também contribui para a variação.
A Perspectiva dos Atores Envolvidos
Renê Abad, vice-presidente da Bras Combustíveis, explica que o preço final é influenciado por diversos fatores: custo do produto (gasolina A), adição de etanol anidro (gasolina C), impostos (PIS/Cofins, ICMS), margem do posto e distribuidora, e frete. Ele argumenta que a margem do posto representa apenas 15% do preço final e que a fiscalização deve considerar todos os elementos da cadeia produtiva. Najim Feres, coordenador do Procon Ribeirão Preto, explica que a investigação em andamento busca apurar possíveis práticas abusivas ou margens excessivas, sem se aprofundar em questões criminais como cartel, que são de competência de outros órgãos.
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Considerações Finais
A discussão sobre os preços dos combustíveis em Ribeirão Preto envolve múltiplos fatores complexos. A análise da estrutura de preços, incluindo tributação, margens e concorrência, é crucial para entender as variações. Investigações em andamento buscam esclarecer possíveis práticas abusivas, mas a complexidade do mercado exige uma abordagem multifacetada que considere todos os elos da cadeia.



