Reajuste de cerca de 10% no setor é maior que o dobro da inflação dos últimos 12 meses, que foi de 4,68%
O início do ano letivo se aproxima e com ele a tradicional preocupação dos pais com os gastos escolares. Mas este ano, a situação se agrava: o material escolar está, em média, 10% mais caro que em 2023.
Preços em alta
A alta generalizada de preços afeta diversos itens. Uma caneta que custava R$ 10,90 atrásra custa R$ 12,50; um fichário subiu de R$ 90,00 para R$ 130,00; um caderno universitário de 80 folhas passou de R$ 14,50 para quase R$ 17,00; uma caixa com 27 lápis de cor, de R$ 49,90 para R$ 50,90; e um estojo tipo box, de R$ 89,90 para R$ 95,00. Apesar do aumento, comerciantes esperam um aumento nas vendas, prevendo um crescimento de até 20%, impulsionado pela chegada de novos produtos.
Fatores que contribuem para a alta
A economista Vanessa Guzzi aponta a inflação acumulada de 4,68% nos últimos 12 meses como um dos fatores que pressionam os preços. Porém, outros elementos contribuem para o aumento, como o encarecimento da celulose (principal componente do papel) devido a um aumento considerável no preço da tonelada praticado pela maior fabricante brasileira, e a variação cambial que impacta os produtos importados.
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Dicas para economizar
Com a alta dos preços, muitas famílias buscam alternativas para economizar. A dica é pesquisar bastante em diversas papelarias, tanto presencialmente quanto online, onde alguns itens podem ser encontrados com preços mais acessíveis. A compra coletiva também se apresenta como uma opção vantajosa, principalmente em escolas particulares. Reaproveitar materiais do ano anterior, como estojos, lápis de cor e mochilas, também é uma estratégia eficaz para reduzir custos. Priorizar a compra apenas dos itens essenciais da lista escolar é outra forma de controlar os gastos.



