Os preços dos medicamentos devem subir a partir desta terça-feira (31), após o reajuste anual autorizado pelos órgãos reguladores. A orientação para os consumidores é pesquisar valores e, se possível, antecipar a compra, especialmente no caso de tratamentos contínuos.
A estimativa do setor farmacêutico indica que o aumento pode ultrapassar 5% em alguns medicamentos, embora o índice médio autorizado seja de 2,47%. O impacto varia conforme o tipo de remédio e a concorrência entre os laboratórios.
Reajuste anual
O aumento é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, ligada ao Ministério da Saúde, e ocorre todos os anos. Os percentuais são divididos em faixas: medicamentos com maior concorrência, como genéricos, podem ter reajustes mais altos, enquanto os de menor concorrência têm limites menores.
Na prática, isso significa que os preços podem variar entre farmácias, já que cada estabelecimento decide como aplicar o reajuste. Em alguns casos, estoques antigos ainda podem ser vendidos com valores anteriores.
Impacto no bolso
Para quem depende de medicamentos contínuos, o aumento representa um peso significativo no orçamento. É o caso de pacientes que utilizam vários remédios diariamente e precisam de planejamento para manter o tratamento.
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A estratégia mais comum tem sido parcelar as compras ou adquirir medicamentos para períodos mais longos, como 90 dias, buscando diluir os custos ao longo dos meses.
Orientação ao consumidor
Especialistas recomendam que os pacientes pesquisem preços em diferentes farmácias e conversem com profissionais de saúde sobre alternativas, como medicamentos genéricos ou programas de acesso.
A principal orientação é não interromper o tratamento por conta dos custos. O planejamento e a busca por opções mais acessíveis são fundamentais para garantir a continuidade do uso dos medicamentos.



