Aumento autorizado pelo Ministério da Saúde é de 12,5%, superando índice da inflação pela primeira vez em dez anos
O aumento no preço dos medicamentos já é uma realidade sentida no bolso do consumidor brasileiro. Ultrapassando a inflação, a alta nos preços tem levado muitos a anteciparem suas compras, na tentativa de evitar o impacto financeiro. Sandra Rodrigues de Paula, aposentada, é um exemplo de quem se viu obrigada a repensar seu orçamento.
Impacto no Orçamento Familiar
“Eles perderam totalmente a noção em termos de custo”, desabafa Sandra. “Estão aumentando aleatoriamente, e a população inteira depende de um salário que é controlado.” O aumento de 12,5%, previsto pela associação da indústria farmacêutica, supera a inflação do ano anterior, um fenômeno inédito na última década. Um medicamento para pressão alta, que antes custava em média R$ 90, atrásra chega a R$ 101,25. Variações semelhantes são observadas em remédios para controle do colesterol e anticoncepcionais.
Repercussão no Comércio Farmacêutico
Emissão Dias de Alvarenga, proprietário de uma farmácia em Ribeirão Preto, alerta para o impacto negativo nos consumidores. “É um impacto muito grande no orçamento das pessoas, no planejamento e no fluxo de caixa de qualquer pessoa.” Ele ressalta que, embora algumas farmácias ofereçam descontos e benefícios governamentais, nem todos têm acesso a essas vantagens.
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Alternativas e Cuidados
Julieta Oeta, professora de farmácia da USP de Ribeirão Preto, sugere alternativas para mitigar os gastos. “Algumas alternativas interessantes são adquirir medicamentos similares ou genéricos”, explica. “Dentro dos medicamentos genéricos, comparados aos de referência, é possível encontrar opções de custo mais adequado.” Ela também enfatiza a importância de negociar descontos nas farmácias. Quanto ao armazenamento de medicamentos em casa, a professora alerta para os riscos, especialmente com remédios de uso eventual. Para medicamentos de uso contínuo, é fundamental verificar o prazo de validade e armazená-los em local seguro e bem conservado.
A expectativa é que o repasse do aumento chegue integralmente ao consumidor em cerca de 10 dias, considerando o tempo de reposição dos estoques nas farmácias.



