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Preço dos pescados está 6,2% mais caro neste ano em comparação a 2022

Apesar do reajuste, comerciantes de Ribeirão garantem que não fizeram o repasse aos consumidores; economista analisa o cenário
Preço dos pescados
Apesar do reajuste, comerciantes de Ribeirão garantem que não fizeram o repasse aos consumidores; economista analisa o cenário

Apesar do reajuste, comerciantes de Ribeirão garantem que não fizeram o repasse aos consumidores; economista analisa o cenário

A tragédia no litoral norte de São Paulo causou impactos significativos na economia regional e estadual, afetando principalmente o setor de pescados. O preço dos peixes já estava 6,2% maior em relação ao ano passado, segundo o IBGE, e a expectativa era de aumento de 5,5% nas vendas devido à Quaresma. No entanto, com as estradas bloqueadas, o risco de falta de produto e aumento ainda maior nos preços se tornou uma realidade.

Impactos Econômicos Além dos Pescados

Além dos pescados, outros produtos e setores foram afetados. Conversamos com o professor Edgar Monforte Merlo, da USP de Ribeirão Preto, para entender melhor a situação. Segundo o professor, o fluxo de produtos do litoral para o interior é menor do que o inverso. A banana é um dos poucos produtos que sofre impacto significativo, além do pescado. A alta no preço dos pescados já era esperada devido à alta do preço das carnes, mas a situação no litoral agravou o problema. A dificuldade de transporte também impactou o envio de produtos do interior para o litoral, como carnes de frigoríficos da região de Ribeirão Preto, afetando os preços.

Logística e Combustíveis: Desafios Adicionais

A logística de transporte rodoviário ficou comprometida, com estradas bloqueadas e dificuldades de acesso. O abastecimento de combustíveis também foi afetado, com relatos de postos limitando o valor do abastecimento. A dificuldade de acesso ao litoral impactou o abastecimento de produtos essenciais, inclusive água, elevando os preços na região. O professor Merlo destaca que o impacto para o interior é menor, mas o litoral sofrerá com o aumento de preços e a dificuldade de abastecimento por um período mais prolongado.

A normalização da situação dependerá da liberação das estradas e da reconstrução de infraestrutura, um processo que pode levar mais de dois meses, segundo estimativas. A situação exige uma reflexão sobre ocupações irregulares em áreas de risco e a necessidade de preparação para eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes devido ao aquecimento global. Enquanto isso, a recomendação é optar por peixes de água doce como substitutos aos de água marinha, até que o abastecimento se normalize.

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