Motoristas reclamam que falta bom senso dos empresários e donos de distribuidoras
Os preços da gasolina e do etanol em Ribeirão Preto estão desafiando a lógica econômica, contrariando as reduções anunciadas pela Petrobras e as condições favoráveis da safra de cana-de-açúcar.
Preços Instáveis em Ribeirão Preto
Enquanto a Petrobras anunciou descontos no preço da gasolina em suas refinarias, os motoristas de Ribeirão Preto não viram reflexo disso nos postos. Ao contrário, os preços oscilaram bastante em junho, com altas e baixas seguidas em curto período. A gasolina, que chegou a custar R$ 4,32 no início do mês, caiu para R$ 4,05, mas voltou a ser vendida por cerca de R$ 4,30. Situação semelhante ocorreu com o etanol, que apresentou variações entre R$ 2,34 e R$ 2,50, sem justificativa aparente na produção ou distribuição.
Fatores que Influenciam os Preços
O comerciante Luiz de Boves Junior expressou sua perplexidade diante da instabilidade de preços, afirmando a dificuldade em compreender as oscilações repentinas. O vice-presidente da Braço Combustíveis, Renê Abbadi, atribui as mudanças à forte concorrência, alegando que margens pequenas forçam os postos a elevarem os preços para cobrir custos fixos e eventuais prejuízos. Já o economista da USP, Edgar Mão Forte Merlo, aponta a falta de concorrência acirrada em Ribeirão Preto como fator crucial para a manutenção de preços mais altos, comparando com a situação em São Paulo, onde a gasolina é, em média, 16 centavos mais barata.
Leia também
A Perspectiva do Consumidor
A situação deixa os consumidores frustrados, pagando preços significativamente mais altos em comparação a outras regiões. A falta de chuva nos últimos dois meses não justifica os aumentos, já que a safra de cana-de-açúcar segue sem problemas, com o preço do etanol nas usinas em queda. A discrepância entre o preço anunciado pela Petrobras e o praticado nos postos de Ribeirão Preto demonstra a complexidade do mercado de combustíveis e a necessidade de maior transparência e regulação para proteger o consumidor.



