Comprar um imóvel em Ribeirão Preto ficou mais caro em 2025, mas o aumento foi menor do que a inflação oficial do país. Dados do índice Fipezap mostram que os preços dos imóveis residenciais subiram 4,02% ao longo do ano, enquanto o IPCA fechou em 4,26%. Na prática, isso indica que o custo dos imóveis avançou em ritmo inferior ao custo de vida.
Para o mercado imobiliário, o resultado é considerado positivo por trazer maior previsibilidade e reduzir o risco de exclusão de compradores. A valorização moderada favorece quem busca a casa própria e exige mais planejamento tanto de quem compra quanto de quem vende.
Mercado equilibrado favorece compradores
Segundo o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo, José Augusto Viana Neto, a inflação elevada é um dos principais obstáculos ao acesso à moradia. Quando os imóveis sobem demais, parte significativa da população fica fora do mercado. Já um cenário mais equilibrado amplia as possibilidades de negociação.
O dirigente ressalta que os números representam uma média nacional e regional, o que não significa que todos os imóveis tiveram o mesmo comportamento. Em Ribeirão Preto, mesmo com a valorização mais contida, houve casos de ganhos relevantes no mercado imobiliário ao longo de 2025.
Imóveis de alto padrão lideram negociações
Levantamento realizado pelo Creci-SP indica que Ribeirão Preto manteve forte concentração de negócios em áreas nobres da cidade. Em outubro, cerca de 60% dos imóveis comercializados estavam localizados em regiões de alto padrão.
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Ainda conforme a pesquisa, aproximadamente 35% das transações envolveram imóveis acima de R$ 500 mil, o que evidencia a predominância de compradores de classe média alta. Outro dado que chama atenção é que as vendas com parcelamento direto com o proprietário superaram o volume de financiamentos feitos por bancos públicos e privados.
Juros altos ainda limitam parte da população
Apesar do bom desempenho do mercado, as taxas de juros seguem como um entrave para famílias de renda mais baixa. A exigência de comprometimento máximo de 30% da renda familiar e os juros elevados dificultam o acesso ao financiamento bancário tradicional.
Nesse cenário, a ampliação dos limites do programa Minha Casa, Minha Vida foi considerada decisiva. Atualmente, na faixa quatro, é possível financiar imóveis de até R$ 500 mil, com prazo de até 35 anos e entrada mínima de 20%, o que permite prestações próximas ou até inferiores ao valor do aluguel.
Construção civil impulsiona a economia
O desempenho do mercado imobiliário tem impacto direto na construção civil, um dos setores que mais geram empregos e movimentam a economia. Em Ribeirão Preto, novos lançamentos costumam ter rápida absorção pelo mercado, com unidades esgotadas em poucas semanas.
Além do financiamento bancário, o parcelamento direto com incorporadoras tem se consolidado como alternativa relevante para viabilizar negócios, ampliando o acesso à compra de imóveis.
A expectativa do setor é de que uma eventual queda da taxa Selic ao longo de 2026 estimule ainda mais o mercado imobiliário, ampliando o volume de transações e fortalecendo a economia regional.



