No mesmo dia que o local foi fechado, CPFL havia cortado a luz da Prefeitura por falta de pagamento
A unidade da CPFL em Barretos, localizada na Avenida 23, encontra-se fechada há dois meses devido à falta de alvará de funcionamento. A lacração foi realizada por fiscais do setor de Indústria e Comércio, motivada pela ausência de um laudo do Corpo de Bombeiros. O caso ganhou notoriedade na cidade, especialmente por ter ocorrido no mesmo dia em que a CPFL efetuou o corte de energia elétrica da prefeitura e de outros órgãos públicos, alegando falta de pagamento.
A Versão da Prefeitura
Claudio Murone, diretor de Indústria e Comércio de Barretos, nega qualquer relação entre o fechamento da unidade da CPFL e uma possível retaliação. Segundo ele, a CPFL alterou o endereço e mudou de prédio, e o novo imóvel não estava em conformidade com os projetos aprovados pela prefeitura. “Na verdade, ele não possuía o ‘Habite-se’, que é o documento final certificando que o prédio está tudo ok”, explicou Murone.
O diretor ainda esclareceu que a fiscalização identificou a atividade comercial sem a documentação exigida, o alvará de funcionamento, o que levou à notificação para regularização e ao pedido de encerramento das atividades de atendimento ao público. “Foi uma situação coincidente”, afirmou Murone, ressaltando o bom relacionamento com o gerente da unidade da CPFL.
Débitos e Fiscalização
Murone também comentou sobre os débitos da prefeitura com a CPFL, afirmando que são referentes a gestões antigas e que já estavam sendo negociados com a concessionária. Ele assegurou que a fiscalização foi um trabalho independente, sem relação com os débitos ou ações na justiça. “A fiscalização fez um trabalho que a gente vai determinando por local, por rua, por bairro e a gente determina esse trabalho e vai sendo feito de caso em caso, coincidiu de ser no mesmo dia, infelizmente”, concluiu.
Posicionamento da CPFL
Em nota, a CPFL informou que está em negociação para regularizar a situação com a prefeitura e com o Corpo de Bombeiros, visando a reabertura do prédio à população. A empresa garantiu que os atendimentos não foram afetados, pois existe outra unidade na Rua 18. Sobre os valores, datas dos serviços e locais que ainda estão com a energia cortada, a concessionária preferiu não se pronunciar.
A situação envolvendo o fechamento da unidade da CPFL e os débitos da prefeitura geraram discussões na cidade, mas as partes envolvidas buscam uma solução para regularizar a situação e restabelecer o atendimento ao público.



