Fechado há cinco meses para reforma, local é atrai bandidos e causa medo na população
A transformação da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Sumarezinho em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi anunciada em fevereiro deste ano. Desde então, os atendimentos de urgência e emergência foram redirecionados para outras unidades, e o prédio permanece fechado. Cinco meses depois, moradores da região expressam preocupação e cobram o início das obras, além de denunciarem atos de vandalismo e criminalidade no local.
Insegurança e Vandalismo Preocupam Moradores
Uma moradora, que preferiu não se identificar, relatou ter presenciado invasões e furtos de materiais na unidade. “Por duas vezes eu vi entrar elementos, roubar fiação, levar o portão, janela, grade, essas coisas. Tirar tudo, vidro, roubar a janela, as torneiras, televisão”, lamenta. O comerciante Lindomar Francisco de Assis também compartilha da preocupação com a paralisação da obra.
Recentemente, a estrutura metálica de isolamento da obra precisou ser recuperada após invasões. “Estava aberto, eles tinham colocado umas cercas lá, aquelas tamponadas lá, mas eles vêm esses andarilhos, pessoal, e eles quebram tudo, entrou lá, a gente veio sair com ventilador, fio, enfim, essas coisas que sobrou nas paredes aí”, relata um morador, evidenciando o estado de abandono do local.
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Impacto no Atendimento à População
A demora na conclusão das obras também gera transtornos aos pacientes. A aposentada Laíde Chagas Ferreira afirma que, sem previsão de início das obras, a única alternativa é se deslocar para outras unidades de saúde, que, segundo ela, estão sobrecarregadas. “Aqui está fechado, acumula muita gente lá na UPA 24h da 13 de Maio. A gente chega lá, fica o dia todo esperando, mas precisando disso aqui, porque a gente mora mais perto, a gente tem que ter um pronto atendimento mais perto também”, desabafa.
Prazos e Licitações em Atraso
O prédio da nova UPA, localizado na Rua Cuiabá com a Rua Terezinha no Sumarezinho, foi fechado em 23 de fevereiro deste ano, com um prazo inicial de 18 meses para a conclusão. No entanto, a licitação para a escolha da empresa responsável pela obra só foi realizada em 30 de junho. A assessoria de comunicação da prefeitura informou que uma das empresas participantes entrou com recurso técnico, e o prazo da obra só começará a contar após a assinatura do contrato com a empresa vencedora.
A UPA da zona norte, prometida para agosto deste ano, também não será entregue no prazo previsto. A prefeitura alega que a empresa responsável solicitou um aditamento, ou seja, uma renovação do contrato por mais 180 dias.
Em relação aos furtos denunciados pelos moradores, a prefeitura informou que mantém um vigia na unidade durante a semana, no período noturno, e aos finais de semana, 24 horas. A assessoria de comunicação do município confirmou os incidentes e ressaltou que furtos já ocorriam mesmo quando a unidade estava em funcionamento, assim como em outras unidades de saúde, principalmente nos banheiros, onde são furtadas torneiras, maçanetas e outros objetos.
A situação da UPA do Sumarezinho demonstra os desafios enfrentados pela comunidade local para ter acesso a serviços de saúde de qualidade.



