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Prédio que deveria ser hospital veterinária municipal em Ribeirão enfrenta situação de abandono

Edifício chegou a ser inaugurado, mas logo em seguida foi fechado para mais obras; animais seguem sem atendimento público
Prédio que deveria ser hospital veterinária
Edifício chegou a ser inaugurado, mas logo em seguida foi fechado para mais obras; animais seguem sem atendimento público

Edifício chegou a ser inaugurado, mas logo em seguida foi fechado para mais obras; animais seguem sem atendimento público

Um prédio que deveria abrigar a nova clínica veterinária municipal em Ribeirão Preto está concluído, mas permanece fechado e sem data definida para entrar em funcionamento. Enquanto isso, tutores e protetores de animais enfrentam custos elevados para consultas, exames e cirurgias particulares.

Obra pronta, atendimento parado

A unidade foi anunciada pelo governo do estado de São Paulo como concluída em novembro do ano passado, mas logo em seguida precisou ser novamente interditada para correções. O prazo inicial, que previa entrega até o fim do ano passado, não foi cumprido. A nova previsão é de que o espaço fique pronto ainda neste semestre, porém sem data conclusiva.

Quando em operação, a clínica deverá oferecer até 50 consultas por dia, além de exames e tratamentos clínicos. A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo informou que vistoriou o prédio, identificou problemas no acabamento, acionou a construtora responsável e aguarda novos prazos para a conclusão. A pasta afirma que, assim que a obra for finalizada, os atendimentos serão realizados normalmente.

Protetores locais arcam com despesas altas

Enquanto a clínica não funciona, protetores independentes e abrigos comunitários assumem os custos do atendimento. Regina Maria da Silva diz ter mais de 100 animais resgatados e afirma que sustenta os tratamentos com recursos próprios. “Transformei minha casa no meu pequeno paraíso, que é onde a gente tenta amenizar algumas dores. Nós fizemos o abrigo, já tem quase 10 anos. Essa conta fica pesadíssima”, relata.

Segundo ela, já houve casos em que os gastos por animal ultrapassaram R$ 10 mil. Para bancar os atendimentos, os protetores organizam rifas, brechós e contam com doações de moradores e profissionais da área para custear consultas, hemogramas, exames de imagem e cirurgias.

Pressão da comunidade e consequências locais

Ana Paula Machado, que cuida sozinha de nove gatos resgatados, descreve indignação ao ver a estrutura concluída e parada. Moradores calculam que cerca de R$ 7 milhões foram investidos na obra. “E está ali parado. Com tanta gente precisando, com tanto animal morrendo”, diz Ana Paula, que reforça a importância de uma clínica pública para atender principalmente famílias de baixa renda na cidade de cerca de 700 mil habitantes.

Tutores afirmam que a unidade poderia reduzir custos e oferecer respaldo técnico para quem não tem condições de arcar com procedimentos veterinários caros. Até a abertura da clínica, porém, a demanda recai sobre abrigos e protetores voluntários, que enfrentam limitações financeiras e crescente número de casos.

Moradores, protetores e autoridades locais acompanham a nova fase de vistorias e aguardam a definição de prazos para que a clínica, já erguida, finalmente comece a atender.

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