Reportagem CBN esteve no local e verificou que há muito entulho; imóvel era onde funcionava a antiga fábrica Matarazzo
O anúncio do Ministério da Educação sobre o bloqueio de R$ 6 bilhões causou polêmica no Brasil e internacionalmente. Mas as dificuldades na educação da região começaram antes, com cortes em investimentos e reorganizações em instituições como os Institutos Federais.
Instituto Federal em Ribeirão Preto: Um Projeto Paralisado
Um exemplo claro dessa situação é o Instituto Federal de Ribeirão Preto. O prédio planejado para abrigar a unidade está abandonado e depredado, tomado pelo mato. A situação lastimável do antigo prédio da fábrica de tecelagem Sianê, na Avenida Costa e Silva, onde a unidade seria instalada, ilustra a falta de investimento. Apesar do anúncio em 2014 pela então prefeita Darci Vera, o projeto não avançou devido a mudanças na política de expansão da rede federal. A população, especialmente do bairro Campos Elíseos, perdeu a esperança de ver o prédio ocupado, após anos de promessas não cumpridas.
Impactos do Bloqueio de Recursos
O bloqueio de 30% dos recursos do IFSP, cerca de R$ 35 milhões, impacta diretamente as atividades de ensino, pesquisa e extensão nos 36 campi da instituição. Em Ribeirão Preto, o projeto do Instituto Federal foi paralisado. A reitoria do IFSP discute atualmente os impactos do bloqueio em cada campus. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, declarou que não haverá cortes, mas sim um contingenciamento de recursos, que pode ser liberado dependendo da aprovação da reforma da Previdência e da melhora da economia. Grupos em Brasília pressionam o MEC para reverter a decisão.
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A Educação em Crise: Um Problema de Longo Prazo
A situação da educação brasileira reflete anos de cortes de recursos, independentemente do governo. Em Ribeirão Preto, a interdição do CAIC Antônio Palosso, devido à precariedade do prédio, ilustra a situação. A prefeitura, após alertas do Ministério Público sobre falta de documentação, trabalha para regularizar a situação e liberar a unidade para os alunos. A falta de investimentos e a burocracia atrasam o retorno às aulas, mostrando a complexidade dos problemas enfrentados pela educação.



