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Prefeita cassada em Cristais Paulista grava vídeo em que diz ter sido impedida de recolher pertences na Prefeitura

Katiuscia Mendes esteve na sede do Executivo para pegar quadros e itens pessoais, mas foi barrada na porta
cassação de prefeita
Katiuscia Mendes esteve na sede do Executivo para pegar quadros e itens pessoais, mas foi barrada na porta

Katiuscia Mendes esteve na sede do Executivo para pegar quadros e itens pessoais, mas foi barrada na porta

A ex-prefeita de Cristais Paulista, Catiúcia Leonardo Mendes (PSD), conhecida como Doutora Catiúcia, usou as redes sociais para denunciar que teria sido impedida de retirar seus pertences pessoais do gabinete na prefeitura. Seu mandato foi cassado pela Câmara de Vereadores em 7 de junho, após acusações de infrações político-administrativas.

A versão da ex-prefeita

Em vídeo publicado nas redes sociais, a ex-prefeita afirma ter sido humilhada ao ser barrada na prefeitura e impedida de levar fotos de familiares e seus documentos. Imagens mostram uma caixa com seus pertences na frente da prefeitura, com alguns objetos espalhados pelo chão, enquanto um policial militar observa a situação.

A versão da prefeitura

A prefeitura de Cristais Paulista, por meio de sua assessoria de imprensa, afirma que o atual prefeito, Elson Gomes (PTB), autorizou e acompanhou a entrada da ex-prefeita. Segundo a prefeitura, Catiúcia retirou três impressoras, uma cadeira e itens de escritório e decoração. Ao separar documentos alegando serem pessoais, o prefeito Gomes teria constatado a presença de documentos públicos originais em algumas pastas. A prefeitura ofereceu a possibilidade de fornecer cópias e separar os documentos, mas a ex-prefeita teria se recusado, saindo do prédio com uma caixa contendo documentos públicos.

Repercussão e desdobramentos

A cassação do mandato de Catiúcia ocorreu em uma sessão extraordinária em 7 de junho, após denúncias de uma moradora sobre contratação irregular de empresa para administrar o vale-alimentação dos servidores públicos municipais, pagamentos indevidos e quebra de decoro. A ex-prefeita, reeleita em 2020 com 3.032 votos, foi declarada inelegível por oito anos. Sua defesa informou que recorrerá da decisão da Câmara na Justiça. O episódio gerou grande repercussão na cidade e acirrou ainda mais o clima político local.

O incidente destaca a tensão política pós-cassação e as divergências sobre o que constitui pertences pessoais e documentos públicos. A situação permanece em aberto, aguardando os desdobramentos judiciais e as investigações sobre as denúncias que levaram à cassação do mandato da ex-prefeita.

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