Dárcy Vera conversou com a CBN Ribeirão
A prefeita de Ribeirão Preto, Prefeita de Ribeirão Preto cobra mudanças do consórcio Pró Urbano, Darce Vera, se reuniu nesta segunda-feira com representantes do consórcio Pró-Urbano para cobrar o cumprimento do contrato e a execução das obras previstas no sistema de transporte coletivo da cidade. O encontro teve como foco principal o atraso na apresentação dos projetos executivos e o andamento das obras previstas no cronograma firmado entre a prefeitura e o consórcio responsável pela operação do transporte público.
Obras previstas e prazos: O cronograma do projeto inclui a construção de dois terminais de ônibus e uma estação. O primeiro terminal será erguido na Rua Jerônimo Gonçalves, ao lado do Centro Popular de Compras, na área central da cidade. As empresas de ônibus têm até o dia 30 de setembro para apresentar o projeto executivo à prefeitura. As obras, orçadas em R$ 7 milhões, devem iniciar até o final de dezembro deste ano, com previsão de conclusão para maio do próximo ano. Até o momento, porém, nenhum projeto executivo foi entregue à administração municipal.
“Estamos bastante preocupados porque até o momento nenhum projeto executivo foi entregue. Como já temos uma das áreas definidas, que é a área central, a rodoviária e o mercado, pedi um estudo de impacto para saber o número de ônibus que utilizarão o novo terminal da Jerônimo Gonçalves e o fluxo de passageiros”, afirmou a prefeita Darce Vera.
Leia também
- Duda Hidalgo protocola projeto que prevê rompimento do contrato entre Prefeitura e Pró-Urbano
- Multas por irregularidades em educação infantil: Ex-prefeita de Ribeirão Preto é condenada a pagar multa por irregularidades na prestação de contas
- Habitação, plano cicloviário... quais os desafios do desenvolvimento urbano em Ribeirão Preto?
Preocupações da prefeitura: A prefeitura também está avaliando uma área para desapropriação destinada à construção do segundo terminal, mas não divulgou a localização para evitar a supervalorização imobiliária na região. Além disso, a construção de uma estação em frente à catedral está prevista como o próximo passo do projeto, ampliando a infraestrutura do sistema de transporte coletivo.
Solicitações do consórcio e análise da prefeitura
O consórcio Pró-Urbano solicitou à prefeitura a implementação de restrições no estacionamento de veículos em algumas ruas do centro da cidade, com o objetivo de agilizar o fluxo do transporte coletivo. A prefeitura informou que analisará a possibilidade dessas restrições, destacando que em vias como a Rua Francisco Junqueira e as avenidas 9 de Julho e Dom Pedro já houve redução do estacionamento para beneficiar o trânsito e o transporte público.
“Uma solicitação antiga nossa é a restrição do estacionamento para dar prioridade ao transporte coletivo e permitir maior velocidade comercial dos ônibus”, declarou Roque Felício, diretor do consórcio Pró-Urbano.
Desafios financeiros e operacionais: O consórcio Pró-Urbano afirmou que administrar o sistema de ônibus em Ribeirão Preto está financeiramente inviável. Segundo o diretor Roque Felício, o desequilíbrio financeiro ocorre porque o número de passageiros transportados está abaixo do previsto no edital de licitação, que estipulava a meta de 3,39 milhões de passageiros. Além disso, o número de ônibus em operação está acima do previsto inicialmente.
“Participamos da licitação com um número estipulado, mas não conseguimos atingir essa meta. Acreditamos que houve um erro de formulação do poder público”, afirmou Felício.
O consórcio também deixou de pagar uma taxa de gerenciamento no valor de R$ 175 mil nos últimos três meses, mas informou que a dívida será quitada durante a semana.
Avaliação do serviço e perspectivas: A prefeita Darce Vera evitou detalhar a avaliação do serviço prestado pelo consórcio, limitando-se a afirmar que o contrato precisa ser cumprido integralmente. Para o diretor do consórcio, o serviço ainda não é satisfatório e depende de ações conjuntas entre o consórcio e o poder público para melhorar o transporte coletivo na cidade.
Sobre a cobrança do vale-transporte, Felício afirmou que o tema está em avaliação e que a implementação ocorrerá no momento adequado. Quanto à possível revisão da tarifa em julho de 2014, o diretor afirmou que ainda é cedo para definir valores, pois a decisão dependerá da situação econômica e dos custos operacionais, como o preço do combustível.
“As reclamações das empresas sobre a possível falta de passageiros devem ser apresentadas na justiça e não podem justificar o descumprimento do contrato”, ressaltou a prefeita Darce Vera.
Informações adicionais
O consórcio Pró-Urbano venceu a licitação do sistema de transporte coletivo de Ribeirão Preto no ano anterior e é responsável pela operação e manutenção do serviço, conforme contrato firmado com a prefeitura e a Transap, órgão municipal responsável pela regulação do transporte público.



