Dárcy Vera conversou com a CBN Ribeirão
A prefeita de Ribeirão Preto, Darci Vera (PSD), conhecida como “Tranquila”, afirmou manter serenidade após decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que anulou a cassação determinada em instância inferior. A chefe do Executivo disse que tanto ela quanto o vice-prefeito Marinho Sampaio respeitaram a legislação eleitoral durante a campanha.
Decisão do TRE e alegação de cerceamento
Na sessão do TRE, a defesa de Darci Vera sustentou que houve cerceamento do direito de defesa, pois provas juntadas inicialmente não teriam sido analisadas pela primeira instância. O processo foi remetido para São Paulo, onde a relatora, juíza Clarissa Cantos, avaliou o conjunto probatório e recomendou a improcedência da ação — ou seja, que a prefeita não fosse cassada. Outros magistrados concordaram que houve restrição ao direito de defesa e determinaram o retorno dos autos a Ribeirão Preto para nova apreciação.
Provas de campanha e calendário de atividades
De acordo com a prefeita, registros de debates, caminhadas e gravações de programas de rádio e televisão integravam o material probatório que não teria sido considerado na primeira instância. Darci Vera explicou que sua agenda semanal incluía trabalhos no gabinete e gravações, enquanto as caminhadas de campanha ocorreram majoritariamente aos finais de semana e feriados. Fotografias e outros documentos referentes a essas atividades foram anexados ao processo, mas, segundo a defesa, não teriam sido avaliados no julgamento inicial.
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Depoimentos contestados e próximos passos
Darci Vera contestou depoimentos presentes nos autos, apontando equívocos em relatos que teriam influenciado as alegações contra sua campanha. Citou o caso de Elida Rodrigues, descrita na ação como funcionária da prefeitura, e afirmou que Elida é servidora do governo do Estado de São Paulo e estava de férias durante o período da campanha. Também mencionou Luiz Carlos de Souza, que, por problemas graves de saúde, não teria condições de participar das atividades apontadas. A prefeitura anunciou a intenção de apresentar representações por falso testemunho contra depoimentos considerados inverídicos.
A prefeita afirmou ainda que os documentos foram entregues, mas não analisados na primeira instância, e disse não ter certeza sobre eventual intempestividade na juntada de provas. Com o reconhecimento do cerceamento pelo TRE, a decisão de cassação foi anulada na instância superior.
Darci Vera declarou que não comemorou a anulação judicial, reiterou ter atuado com a consciência tranquila e pediu serenidade para governar. Ela afirmou que acompanhará os desdobramentos do processo com naturalidade e manterá o foco na entrega de resultados à população de Ribeirão Preto.



