Guilherme Ávila teria compactuado com desvio da função ao nomear diretor como chefe de departamento
Prefeito de Barretos é acusado de improbidade administrativa
Nomeação de servidor gera polêmica
O prefeito de Barretos, Guilherme Ávila, é acusado de improbidade administrativa por nomear Rodrigo Martinelli, aprovado em concurso público para cargo técnico, para funções de direção e chefia em diversos departamentos da prefeitura. Segundo o Ministério Público, o desvio de função ocorreu entre julho de 2013 e dezembro de 2022.
Enriquecimento ilícito e aumento salarial
Martinelli também é acusado de enriquecimento ilícito. Seu salário, que começou em R$ 600, chegou a R$ 21 mil em maio de 2022. Atualmente, como diretor da Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos e responsável pelo Departamento de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, recebe R$ 9.900. A promotoria pede a condenação do prefeito e do servidor por improbidade, enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação aos princípios da administração pública, além do ressarcimento aos cofres públicos.
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Defesas do prefeito e do servidor
O Ministério Público pede a suspensão dos direitos políticos dos réus por 10 anos e o pagamento de multa civil de três vezes o valor do acréscimo patrimonial de Martinelli. Em nota ao G1, o prefeito Guilherme Ávila nega irregularidades, afirmando que as nomeações e pagamentos foram feitos com base na lei. Martinelli também se defende, alegando que a acusação é improcedente e que todas as mudanças de função tiveram amparo legal, afirmando ter sido afastado do cargo concursado para assumir os cargos em comissão.
O caso segue em investigação e julgamento, com o Ministério Público buscando responsabilizar o prefeito e o servidor pelas acusações de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.



